quinta-feira, 27 de abril de 2017

Globo escala “Sai de Baixo” para substituir “Os Caras de Pau” na “Sessão Comédia”

Fonte: RD1

Quinze anos após deixar as noites de domingo, e já há sete anos bombando no Viva, o “Sai de Baixo” estará de volta à TV aberta, a partir de sábado (6), dentro da “Sessão Comédia”. A faixa entre o “Jornal Hoje” e o “Estrelas”, de Angélica, é transmitida pela Globo para praças que não possuem programação local. Atualmente, a sessão abriga reprises de “Os Caras de Pau”, série de Leandro Hassum e Marcius Melhem.

 

O “Sai de Baixo” fez história nas noites de domingo. Criado em 1996, a partir de uma ideia de Luís Gustavo e Daniel Filho, o humorístico reunia Aracy Balabanian, Claudia Jimenez, Marisa Orth, Miguel Falabella, Tom Cavalcante e o próprio Tatá. Com a atração, a Globo recuperou a audiência perdida para o “Topa Tudo por Dinheiro”, de Silvio Santos, no até hoje problemático horário após o “Fantástico”.

Ao longo dos anos, o “Sai de Baixo” passou por mudanças de elenco; a qualidade dos episódios, em termos de texto, também oscilou bastante. Extinto em 2002, o programa ganhou um spin-off em 2013, através do Canal Viva, que o exibe desde sua estreia em 2010. Os novos episódios, sem Tom Cavalcante e com Márcia Cabrita (que substituiu Claudia Jimenez em 1997), também foram vistos na Globo.

Trata-se de uma escolha, até pouco tempo atrás, impensável para a “Sessão Comédia” – boatos davam conta de que “A Diarista” e “Sob Nova Direção” eram os mais fortes candidatos a uma reprise. O texto do “Sai de Baixo” possui linguagem chula e com forte teor sexual, além de tramas politicamente incorretas, forte para o horário.

A Globo, no entanto, está fazendo uso da mudança da classificação indicativa, que permite a exibição de produtos considerados adequados para maiores de 12 anos em qualquer horário (antes, estes só entravam após às 20h).

TSE desaprova contas de 2011 e aplica sanção de R$ 10 milhões ao PSDB

Partido afirmou que já apresentou recurso contra decisão.


Em um de seus últimos atos como ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o jurista Henrique Neves não aprovou, no último dia 11 de abril, as contas do PSDB referentes ao ano de 2011.
 
Neves determinou que o partido devolva cerca de R$ 4 milhões ao erário, bem como que deixe de receber uma das doze parcelas mensais do fundo partidário referentes a 2017 o que, no caso do PSDB, corresponde a R$ 6,6 milhões. O diretório tucano também deverá destinar R$ 2,1 milhões para o incentivo à participação de mulheres na política.

Entre as principais irregularidades identificadas pelo ministro do TSE estão: despesas com passagens aéreas sem a comprovação de utilização dos bilhetes, despesas dos diretórios estaduais sem comprovação da prestação de serviços e da vinculação com atividade partidária, não apresentação de notas fiscais de hospedagem e pagamento de hospedagem sem utilização de diária, entre outros.

A decisão monocrática do ministro Henrique Neves não precisou ser referendada pelo plenário do TSE, pois uma resolução aprovada recentemente pelo tribunal autorizou que, em determinados casos, a reprovação das contas seja decidida individualmente pelo relator.

O mandato de Henrique Neves como ministro do TSE terminou no último dia 16 de abril. Ele foi substituído pelo jurista Admar Gonzaga.

Por email, o PSDB disse que seus advogados já apresentaram recurso contra a decisão, que, para o partido, "deixa de cumprir uma etapa importante da análise das contas do PSDB, conforme determina a própria resolução do TSE". O partido não esclareceu qual etapa de análise teria sido descumprida.

Sindicatos mobilizam trabalhadores para adesão à greve geral em Campinas


A Greve geral convocada para essa sexta-feira pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e o Fórum das Centrais Sindicais para protestar contra as reformas da previdência e trabalhista está mobilizando setores com Educação, Transporte, Saúde, Metalúrgicos, Bancos e servidores públicos de Campinas. Os Bancários aprovaram em Assembleia adesão ao protesto. A presidente do sindicato dos bancários de Campinas e Região, Ana Stela Alves de Lima, informou que a intenção é conseguir a maior adesão possível.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região também espera a adesão de toda a categoria. O Presidente do sindicato, Sidalino Orsi Junior, descreve a Reforma Trabalhista como um golpe ao trabalhador. O Diretor do Sinpro, sindicato dos professores das escolas particulares de Campinas e Região, Paulo José Nobre, está realizando assembleias para buscar a adesão de professores do ensino particular, o que inclui desde a educação básica até a superior, além do Sesi, Senai e Senac, apesar da pressão patronal.

Paulo acredita que haverá adesão do Transporte coletivo, o que daria mais força à greve em geral. O sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região informou apoiar a greve geral no transporte coletivo, mas não confirmou se haverá paralisação. O sindicato dos servidores municipais de campinas também apoia o movimento e informou estar orientando os trabalhadores a aderirem ao movimento.

Registros de homicídios disparam em Campinas


 CS São Domingos, onde vigia foi morta em janeiro: caso seria passional


A Polícia Civil de Campinas registrou um aumento de 51,8% nos casos de homicídios dolosos no primeiro trimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo as estatísticas divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Foram 41 crimes cometidos nos três primeiros meses contra 27 em 2016. O número de vítimas teve um aumento de 92,5%, em relação ao ano anterior. Foram 52 mortes ante 27. Apenas em um caso em janeiro foram 12 vítimas, em uma chacina em crime passional na virada do ano. Nas estatísticas, cada caso registrado pode ter mais de um assassinato.
 
 
Outros crimes como roubo, furto e roubo de veículos também aumentaram. Já nos casos de estupro houve uma queda de 11,1%. Somente no mês de março, o número de homicídios foi de 16 casos, um aumento de 77,7% em relação a março do ano passado, quando houve 9 registros. A diferença para fevereiro foi apenas um caso a mais.
 
O delegado Rui Pegolo, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campinas (SHPP), afirmou que não há um motivo claro para o aumento de homicídios no trimestre, mas que ao mesmo tempo houve o aumento de casos esclarecidos. “Percebemos que os crimes de homícidio foram por motivos banais e execução entre quadrilhas”, explicou.
 
Segundo o delegado, os crimes aconteceram nas áreas mais carentes de Campinas e maioria são vítimas com antecedentes criminais, em crimes contra patrimônio e entorpecentes. “Também houve vítimas mulheres nessa estatística. Tirando a chacina, que tem a maioria mulheres, os outros casos em grande parte estão esclarecidos, pois envolvem crime passional”, acrescentou.
 
Roubos e furtos
 
Os casos de roubos em geral, roubo de veículos e furtos tiveram aumento nos três primeiros meses do ano em Campinas. Os roubos passaram de 2.315 casos no ano passado para 2.391 no acumulado dos meses de 2017. Em relação ao roubo de veículos, em 2016 foram 839 no período, contra 845 no primeiro trimestre deste ano. Uma média de 9,3 carros roubados por dia na cidade.
 
Foram ainda 4.502 furtos, o que representa um aumento de 11,7% no primeiro trimestre deste ano. Nos três meses de 2016, foram 4.027 casos.
 
Já os furtos de veículos tiveram uma queda de 3,9% em relação ao ano passado, com 1005 casos ante 965. Os roubos de cargas também diminuíram. Uma redução de 15,1%. Foram registradas 56 ocorrências este ano e 66 em 2016, no mesmo período.
 
Estupros caem
 
No primeiro trimestre de 2017 a Polícia Civil registrou 64 casos de estupro em Campinas. Uma redução de 11,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 72. O número de estupro de vulnerável (crianças e adolescentes) chegou a 46 casos nos três primeiros meses — esse tipo de ocorrência não era divulgado nas estatísticas da SSP em 2016.
 
De acordo com o delegado da 2º Delegacia Seccional, José Henrique Ventura, a segunda Delegacia da Mulher em Campinas (DDM) ajudou atender uma demanda que não tinha muito acesso e está próxima aos bairros periféricos da cidade. “Isso auxilia a vítima a começar a denunciar, e quando ela observa que estamos tomando providências, a tendência psicológica é diminuir o número de casos. Pois o autor fica com medo, porque estupro dá cadeia”, explicou.
 
O delegado ressaltou ainda a importância das pessoas fazerem o boletim de ocorrência caso acontece algum crime. “É um crime muito grave e ocorre muito no âmbito doméstico, principalmente de vulnerável, que geralmente é cometido por parentes. E a notificação é importante para diminuir o índice dessa criminalidade”, enfatizou Ventura.

Padrasto acusado de matar o menino Joaquim é preso na Espanha

Fonte: R7 - Notícias

Um dos criminosos mais procurados do Estado de São Paulo foi preso na manhã desta quinta-feira, 27, na Espanha, pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Guilherme Raymo Longo é acusado de matar seu enteado, o menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, em Ribeirão Preto, no interior paulista.

O crime, que aconteceu em novembro de 2013, teve grande repercussão e o padrasto e a mãe da criança chegaram a ser presos. Entretanto, Longo conseguiu, no ano passado, a liberdade provisória e desapareceu.

O pai biológico do menino passou a fazer campanha para localizar o assassino do filho, a ponto de instalar outdoors na região de Ribeirão. Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP) oferecia recompensa de até R$ 50 mil a quem desse informações sobre Longo.

O Ministério Público confirmou a prisão que teria ocorrido em Barcelona, na Espanha, mas aguarda detalhes de como se deu e quando o procurado será mandado de volta ao Brasil. Ainda não se sabe como Longo conseguiu deixar o País mesmo estando nas listas de foragidos da Justiça.

Polícia Civil localiza corpo de mulher desaparecida na região de Piracicaba


O corpo da designer Denise Stella, foi localizado no final da tarde desta quarta-feira, em um canavial, em uma estrada que liga Piracicaba a Tietê. A mulher de 31 anos de idade, que morava com a família em Saltinho, estava desaparecida desde a última segunda-feira. O namorado dela foi preso como principal suspeito e acabou levando a equipe da Policia Civil até o local onde o corpo foi encontrado. Gerente de uma fábrica de roupas, o suspeito é casado e mantinha secretamente um relacionamento amoroso com a vítima. Segundo as investigações da equipe da Policia Civil de Rio das Pedras, a vítima estava grávida e foi morta após se recusar a fazer o aborto. Para executar a mulher o suspeito usou o cinto do carro dela que havia sido encontrado no dia anterior. O corpo da mulher foi levado para o IML de Piracicaba.

STF libera Unicamp para cobrar por pós-graduação


Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) que as universidades públicas podem cobrar mensalidade em pós-graduação lato sensu. Assim, fica garantida a manutenção de 501 cursos de especialização, extensão e MBA ofertados nas três instituições estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp -, que têm, juntas, cerca de 30,5 mil estudantes.
 
A decisão do STF abarca apenas as pós-graduações lato sensu, ou seja, não incluem mestrados e doutorados, que continuam gratuitos. O entendimento da Corte foi o de que a garantia constitucional da gratuidade de ensino superior não impossibilita a cobrança de mensalidades em cursos de pós.
 
"A universidade pode contar, por expressa previsão constitucional, com recursos de origem privada. Ademais, embora não disponham de competência para definir a origem dos recursos que serão utilizados para a manutenção e o desenvolvimento do ensino, podem elas definir quais são as atividades de pesquisa e extensão passíveis de realização em regime de colaboração com a sociedade civil", defendeu o ministro Edson Fachin, relator do processo.
 
Acompanharam o relator os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux e a presidente do STF, Cármen Lúcia. "Não se está obrigando que (especialização) seja gratuito ou não se está obrigando o pagamento, apenas se está permitindo (a cobrança de mensalidade), inclusive a universidade podendo ter cursos de extensão cobrados em alguns casos e gratuitos em outros", observou Cármen.
 
O único voto contrário foi proferido pelo ministro Marco Aurélio Mello. "A gratuidade é o toque de caixa que estabelece o acesso alargado, não beneficiando apenas aos mais afortunados dos cidadãos em geral", disse Marco Aurélio. Para ele, os centros de ensino passarão a ser híbridos, a um só tempo públicos e privados, "mediante a cobrança desses cursos, que só estarão ao acesso daqueles que possam pagar a mensalidade".
 
A questão era polêmica. No fim de março, o plenário da Câmara havia rejeitado Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permitia a cobrança. Juízes federais também vinham rejeitando a medida.
 
No caso em discussão no STF, a Universidade Federal de Goiás (UFG) recorreu de decisão desfavorável do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, que considerou inconstitucional a cobrança de mensalidade. Um dos alunos havia conseguido na Justiça Federal de Goiás uma decisão contra a cobrança, mesmo depois de já ter efetuado a matrícula. Como o processo tem repercussão geral, o entendimento firmado ontem pelo STF valerá para casos similares em todo o País.
 
Vicente Ferreira, diretor-geral do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio (UFRJ), comemorou a decisão. Segundo ele, esse tipo de curso é oferecido pela UFRJ há mais de 50 anos. "É uma atividade muito natural para algumas áreas, como as de engenharia e de negócios.
 
São Paulo
 
A USP, que oferta de MBAs (com duração de três anos) a aulas de Ikebana (arte japonesa de arranjo floral), abriu apenas neste primeiro semestre 331 cursos com cobrança de mensalidades. Foram 18.923 vagas, com reserva de 10% para bolsas integrais. Ao término de cada programa, os departamentos repassam 10% do valor arrecadado para um fundo, que garante a manutenção da infraestrutura. Como os valores são repassados apenas ao fim dos cursos, a USP ainda não tem o total recebido em 2015 e o ano passado. Em 2014, a instituição arrecadou cerca de R$ 55 milhões com a cobrança de mensalidades de 536 cursos.
 
Na Unicamp, em 2016, havia 342 cursos com cobrança, com cerca de 10 mil alunos matriculados. Com eles, a universidade arrecadou R$ 20,5 milhões. Miguel Juan Bacic, diretor da instituição, disse que, sem a cobrança, não seria possível a oferta dos cursos. Segundo ele, o valor cobre os custos das aulas, que podem variar entre R$ 6 e R$ 36 hora/aula. Só neste ano, a universidade já abriu vaga para 161 cursos - o mais caro é uma especialização em Ortodontia, com custo total de R$ 56,1 mil. Segundo Bacic, a Unicamp oferece 25% das vagas com bolsas integrais e 25% com parciais, para pessoas de baixa renda.
 
Já a Unesp oferece, desde 2014, 47 cursos de especialização lato sensu, com bolsa para 40% dos 1,5 mil alunos. Com o valor arrecadado, que varia entre R$ 250 e R$ 1,9 mil, a instituição diz custear os programas e financiar programas de inclusão social de alunos da graduação. / COLABOROU FÁBIO DE CASTRO / As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Chechênia quer eliminar sua comunidade homossexual até o fim de maio


Ramzan Kadyrov, o líder checheno pró-Rússia, tem planos de “eliminar” a comunidade homossexual do país até o início do Ramadã.

Nas últimas semanas, vieram à tona relatos de um massacre no qual homens que supostamente seriam homossexuais foram reunidos, detidos e torturados.

Um jornal de oposição afirmou que pelo menos 100 homens foram presos e três deles foram mortos, com informações corroboradas pela instituição Human Rights Watch.

Alan Duncan, ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, disse que foi informado sobre os planos do país de eliminar a população homossexual até o dia 26 de maio.



Foto 01: Ramzan Kadyrov ordenou que homens homossexuais fossem presos e torturados, de acordo com relatos locais (Rex).

“Grupos de direitos humanos afirmam que estas campanhas e assassinatos contra os homossexuais são orquestradas pelo Presidente da República chechena, Ramzan Kadyrov,” disse Duncan ao Parlamento.

“Ele já fez campanhas violentas no passado, e desta vez está direcionado seus esforços para a comunidade LGBT. Fontes afirmam que ele quer eliminar a comunidade antes do início do Ramadã”.

Um homem, conhecido apenas como “Maksim”, disse ao New York Times que foi torturado.

Ele disse que falou com “um bom amigo de longa data, que também é gay,” e este sugeriu que eles se encontrassem em um apartamento.


Foto 02: Membros da comunidade LGBT no México protestam contra a violência direcionada à comunidade homossexual na Chechênia do lado de fora da embaixada russa no país (AP).

Quando Maksim chegou, ele foi recebido por agentes que o espancaram. Mais tarde, ele alega ter sido amarrado a uma cadeira e interrogado com fios elétricos atados às suas mãos.

“Eles gritavam: ‘O que mais você sabe?’” disse Maksim ao jornal. “Foi insuportavelmente doloroso; eu estava me apoiando em minhas últimas forças, mas não lhes disse nada”.

Alan Duncan disse que o governo britânico esteve conversando com a Rússia, que apoia Kadyrov, “para tornar claro o nosso posicionamento”.

A embaixadora de Donald Trump na ONU afirmou estar “perturbada” pelos relatórios.

 

Foto 03: O presidente russo Vladimir Putin se reúne com Ramzan Kadyrov, presidente da região russa da Chechênia, no Kremlin. (Reuters)

“Se for verdadeira, esta violação dos direitos humanos não pode ser ignorada – as autoridades chechenas precisam investigar estas alegações imediatamente, fazer com que os envolvidos assumam a responsabilidade, e dar passos para prevenir abusos futuros,” ela disse.

A Chechênia negou a veracidade das informações, e um porta-voz do país descreveu a situação como uma “piada de 1º de abril” no início do mês.

Eles também negaram que existam pessoas homossexuais no país predominantemente muçulmano.

“Se estas pessoas existissem na Chechênia, as agências da lei não precisariam lidar com elas, porque seus parentes as enviariam a um lugar de onde elas não poderiam retornar,” disse ele.

O porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse que não foram encontradas evidências que apoiem os relatos.

No início deste mês, um painel de consultores especialistas do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou: “Estes são atos de perseguição e violência, de uma escala sem precedentes na região, e constituem violações sérias das obrigações da Federação Russa, submetida à lei internacional de direitos humanos”.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Suicídio: como falar sobre o ato sem promovê-lo

As buscas pela palavra "suicídio" no Google aumentaram 100% no Brasil na terceira semana de abril, na comparação com o mesmo período de 2015. A empresa também registrou aumento repentino na procura por expressões como "suicídio indolor" e "suicídio rápido".

 
Neste mesmo mês, que marcou o lançamento no país da série 13 Reasons Why - produção da Netflix sobre uma adolescente que registra em vídeo os motivos que a levaram a se suicidar -, houve um 

Abril também trouxe notícias sobre suicídios consumados e tentados em diferentes Estados do país, como Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraíba. Em alguns casos, a polícia investiga possível relação com um jogo virtual chamado Baleia Azul, que estaria induzindo adolescentes a automutilações e ao suicídio.

Menina triste

Os casos reacenderam a discussão sobre como tratar temas polêmicos sem incentivar imitações no mundo real, o chamado "efeito Werther", referência a um livro do século 18 que desencadeou uma onda de suicídios na Europa.

Falar sem promover

Para a psicóloga Karen Scavacini, coordenadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, não falar sobre suicídio pode ter um efeito tão devastador quanto falar de maneira inadequada.

"Quanto maior o silêncio e segredo em torno de um assunto tabu, pior para quem lida com ele. Poder falar e contar a história pode ter um efeito curativo em quem lê e em quem escreve", defende Karen.

Autora de Mentes Depressivas - As Três Dimensões da Doença do Século (editora Globo), a psiquiatra Ana Beatriz Silva menciona a onda de suicídios atribuída ao lançamento do livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, obra de Goethe de 1774 em que o protagonista se mata após um amor não correspondido.

Como reação, o livro foi recolhido e proibiu-se a discussão sobre o suicídio por acreditar que seria algo que incitasse a prática.

"Estima-se que 90% dos suicídios poderiam ser prevenidos. Isso faz pensar que esse preconceito histórico em falar sobre suicídio não ajudou a prevenir essas mortes", diz Silva, citando estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Silva avalia que os padrões da mídia ao relatar casos de suicídio também não contribuem para resolver esse problema social.

"Só falamos em suicídio quando um famoso se mata. Não se pode glamorizar um suicídio, transformar o suicida em herói. Um suicídio é um ato de desespero", diz ela, para quem relatar a trajetória de sofrimento da pessoa é mais relevante do que informar, por exemplo, métodos empregados no ato.

Para Scavacini, do Instituto Vita Alere, apresentar alternativas e divulgar locais ou formas de se obter ajuda é outro meio de falar de suicídio com maior atenção à prevenção.

"Se o relato indica ao final onde a pessoa pode receber ajuda, isso se transforma numa rede de cuidado. Muitas pessoas estão tão perdidas e impactadas que mesmo uma sugestão de caminho a seguir faz grande diferença", orienta.

Catarse coletiva

Para a professora de Comunicação da Universidade Federal Fluminense Renata Rezende, o excesso de referências sobre suicídio, com aumento repentino na circulação de relatos na internet, é exemplo de uma "catarse coletiva": impacto amplificado, nas redes sociais, de assuntos e práticas que são objeto de tabu.

São assuntos, diz ela, geralmente ligados à esfera do segredo, do proibido e que, por isso, despertam a curiosidade.

Rezende afirma que o aumento do interesse pelo suicídio não significa que a prática esteja sendo mais estudada. Pode ser, por exemplo, que a tendência seja apenas um desabafo de pessoas tocadas de algum modo pelo assunto.

Daí, diz a professora, a importância de observar como essas catarses se manifestam.

"Muitas vezes, na falta de conversar com um amigo ou procurar tratamento psicológico, o usuário faz sua catarse no espaço que tem: seu perfil nas redes sociais", afirma.

Algo semelhante, considera Rezende, ocorre com a relação com a morte. "Com as redes sociais, as pessoas começaram a falar mais sobre morte, a fazer memoriais digitais para amigos e parentes, falar das suas dores", diz.

'Gatilhos'

Para a psicoterapeuta Alessandra Ramasine, voluntária há sete anos do Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio, usar as redes sociais como "mural" de desabafos nem sempre é uma boa ideia, seja para quem relata ou lê.

"Para relatos de experiências, especialmente as doloridas e violentas, é necessário um ambiente seguro, de acolhimento para dores e memórias", afirma Ramasine. "Do mesmo modo, esses relatos causarão impactos e consequências que nem sempre poderão ser administradas individualmente."

Impactos negativos em quem lê, ouve ou assiste a reproduções de violência, sexo ou morte, desencadeando fortes processos emocionais complexos, são chamados de "gatilhos".

"Uma cena de suicídio pode causar muitos impactos na vida de um jovem por meio do gatilho, especialmente quando esses jovens estão fragilizados, angustiados e perdidos nas questões cotidianas, sem apoio e orientação, desconectados com a vida", afirma Ramasine.

Segundo ela, jovens que enfrentam falta de oportunidades de desenvolver um projeto de vida, de planejar o futuro e construir identidade por meio de autoconhecimento, autoestima e autoconfiança podem ser os mais afetados.

Nesse sentido, a psicoterapeuta diz ver aspectos positivos e negativos na série da Netflix sobre suicídio. É útil ao lançar um alerta sobre o problema a pais, professores e amigos, mas prejudicial ao retratar o ato de forma extremamente realista.

Renata Rezende, da UFF, sugere que quem publique relatos em redes sociais sobre suicídio também tome cuidados com o leitor.

O termo "Trigger warning" (aviso de gatilho, em português), por exemplo, tem sido usado na internet, como em blogs feministas, na introdução de textos com relatos de vítimas de estupro.

"A importância desse aviso é prevenir e avisar que os assuntos abordados podem desencadear processos emocionais complexos, dependendo do modo de recepção de quem os assiste ou consome", afirma a professora.

Mostrar ou não?

No Brasil, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 - um aumento de quase 10%, segundo dados do Mapa da Violência 2017. O estudo é publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Para Ana Beatriz Silva, como o suicídio normalmente está associado a múltiplos fatores, físicos, sociais e de personalidade, uma cena só será um fator desencadeante caso a pessoa apresente "um quadro de alteração de comportamento, principalmente a depressão."

A psiquiatra disse ter notado um aumento na procura por serviços psicológicos em sua clínica após a "catarse coletiva" motivada pela discussão cultural sobre suicídio. Segundo ela, a maior parte de seus pacientes adolescentes fez questionamentos sobre suicídio motivados pela série da Netflix.

"Eles me perguntavam: 'Qualquer um pode se suicidar?' 'Como uma pessoa se deprime?'. Ou seja, para aqueles que tem contato com uma ajuda psicológica ou que não apresentam uma alteração comportamental, a série foi capaz de despertar uma curiosidade positiva", diz.

Antiga diretoria do Hopi Hari será julgada por morte de estudante; Parque luta para se manter em funcionamento


Inaugurado em 1999 com um investimento de mais de US$ 200 milhões, o parque de diversões Hopi Hari tinha planos de ser o grande parque do Brasil. A perspectiva era faturar R$ 200 milhões por ano.

Localizado em Vinhedo, o parque possui fácil acesso, pois fica às margens da Rodovia dos Bandeirantes, a 72 quilômetros de São Paulo, e 30 quilômetros de Campinas, cujas regiões metropolitanas somadas ultrapassam 24 milhões de habitantes.

Mas apesar do potencial, o Hopi Hari nunca atingiu os resultados esperados pelos investidores. O faturamento previsto, de R$ 200 milhões ao ano, nunca se concretizou, e as dívidas se acumularam, impedindo novos investimentos. Vender o empreendimento também era uma opção apontada como inviável por conta da dívida.

A partir de 2012, a situação piorou. A morte da estudante Gabriela Nichimura, de 14 anos, ocorrida em fevereiro no brinquedo “La Tour Eiffel”, uma das principais atrações do parque, abalou a imagem do empreendimento, e trouxe uma série de problemas para seu funcionamento. O laudo do Instituto de Criminalística de Campinas indicou que houve falha humana no acidente que causou a morte da estudante. O então vice-presidente do Hopi Hari, Cláudio Guimarães, reconheceu o parecer do laudo. “Houve não somente uma falha, mas um conjunto de falhas sucessivas, que somando-se acabou causando essa tragédia”.

 Em janeiro deste ano três funcionários do parque foram condenados a dois anos e oito meses de prisão pela morte da jovem. Eles responderam por homicídio culposo, e o juiz reverteu a pena em prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo para uma entidade social. A promotoria iria recorrer da pena. O advogado dos funcionários, Bichir Ale Bichir Júnior, ressaltou que eles somente seguiam ordens superiores. “Eles são a base, só obedecem ordens”.

O caso foi desmembrado, e a diretoria do hopi hari não respondeu junto dos funcionários, como explica o promotor do caso, Rogério Sanches. “O alto escalão do Hopi Hari, a diretoria, conseguiu um habeas corpus do Tribunal de Justiça que suspendeu o processo em relação a eles, e nós conseguimos reverter esse habeas corpus no STJ”.

Agora, um novo julgamento, tendo como réus os diretores do empreendimento, deverá ocorrer. “Agora vamos retomar o processo com releção aos diretores, temos muita prova produzida, e acredito que em um ano, um ano e pouco o alto escalão também será julgado. O Ministério Público acredita que a sentença será na mesma toada dos demais – uma pena de dois anos e oito meses”, explica Sanches. A família de Gabriela entrou em um acordo com o parque quanto à indenização pela morte da jovem.

Além dos problemas relacionados à morte de Gabriela, o Hopi Hari enfrentou outras dificuldades, especialmente relacionadas à segurança. No mesmo ano da morte da jovem, o parque foi invadido em duas oportunidades durante a madrugada. Bandidos tinham como objetivo o roubo de caixas eletrônicos situados no complexo. Em um dos casos houve explosão de um caixa eletrônico.

Em 2014, dois arrastões foram registrados durante o horário de funcionamento do parque. Clientes foram agredidos e tiveram pertences, como celulares e dinheiro, roubados por grupos de adolescentes.

Em outubro do ano passado, a justiça aprovou o pedido de recuperação judicial feito pelo Hopi Hari. A dívida estimada do grupo era de R$ 330 milhões, sendo R$ 200 milhões para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Atualmente o parque é administrado pelo empresário José Luiz Abdalla, que adquiriu 75% das ações da controladora indireta do empreendimento. Abdalla tem planos de reestruturação do parque, com projeto que inclui a construção de um complexo hoteleiro com mil e duzentos apartamentos.

Só que os problemas persistem. A CPFL interrompeu o fornecimento de energia elétrica para o parque no último dia 10de abril, por falta de pagamento. Desde então, o parque vem funcionando utilizando geradores de energia.
 
Em nota, Abdalla afirmou que o corte ocorreu devido à falta de acordo sobre formas de pagamento de dívidas antigas, e afirmou que um acordo deverá ocorrer em breve.

Universidades podem cobrar mensalidade de cursos de especialização, decide STF


BRASÍLIA - Por 9 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) que as universidades públicas poderão cobrar mensalidade em cursos de pós-graduação lato sensu. A decisão do STF vale para cursos de pós-graduação lato sensu, conceito que abarca os cursos de especialização como os MBAs. Não se aplica a mestrados e doutorados ofertados em instituições públicas, que seguem gratuitos.

O entendimento firmado pela Corte foi o de que a garantia constitucional da gratuidade de ensino não impossibilita a cobrança, por universidades públicas, de mensalidade em curso de especialização. 

"A universidade pode contar, por expressa previsão constitucional, com recursos de origem privada. Ademais, embora as universidades não disponham de competência para definir a origem dos recursos que serão utilizados para a manutenção e desenvolvimento do ensino, podem elas definir quais são as atividades de pesquisa e extensão passíveis de realização em regime de colaboração com a sociedade civil", defendeu o ministro Edson Fachin, relator do processo.

"É evidente que as universidades não são completamente livres para definir suas atividades. O desempenho precípuo de suas funções exige que, no mínimo, a completa realização daquelas que se relacionem com a manutenção e o desenvolvimento do ensino. Nada impede que, para além dessas atividades, possa a universidade definir outros cursos para a comunidade, cursos de extensão sobretudo, que, embora se relacionem ao ensino, guardam independência em relação a ele", completou Fachin.

Acompanharam o relator os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux e a presidente do STF, Cármen Lúcia.

"Temos de repensar o Brasil, colocando na ponta a educação", ressaltou Cármen. "Não se está obrigando que (o curso de especialização) seja gratuito ou não se está obrigando o pagamento, apenas se está permitindo (a cobrança de mensalidade), inclusive a universidade podendo ter cursos de extensão cobrados em alguns casos e gratuitos em outros", observou a presidente do STF.

No caso em discussão, a Universidade Federal de Goiás (UFG) recorreu de decisão desfavorável do Tribunal Regional Federal da 1ª-Região, que considerou inconstitucional a cobrança da mensalidade. Um dos alunos havia conseguido na Justiça Federal de Goiás uma decisão contra a cobrança, mesmo depois de já ter efetuado a matrícula.

A Universidade Federal de Goiás alegava que nos dispositivos constitucionais sobre o direito social à educação não estão incluídos os cursos de pós-graduação lato sensu. Como o processo tem repercussão geral, o entendimento firmado pelo STF valerá para casos similares em todo o País. 

HÍBRIDO. O único voto contrário à possibilidade de cobrança de mensalidade foi proferido pelo ministro Marco Aurélio Mello. O ministro Celso de Mello não compareceu à sessão.

"A gratuidade é o toque de caixa que estabelece o acesso alargado, não beneficiando apenas aos mais afortunados dos cidadãos em geral. Há um ensino que se diz até aqui público, e não híbrido", disse Marco Aurélio.

"A universidade há de prestar um serviço educacional a partir das receitas previstas expressamente, e as universidades por serem públicas, hão de viabilizar, sem necessidade de qualquer pagamento, o acesso dos cidadãos em geral", defendeu. 

Para Marco Aurélio Mello, a partir de agora, as universidades públicas serão entidades híbridas, sendo a um só tempo públicas e privadas, "mediante a cobrança desses cursos, que somente estarão ao acesso daqueles que possam pagar a mensalidade".

Sonda Cassini mergulha em Saturno

Fonte: G1 - Ciências

Nesta quarta, dia 26 de abril, a sonda Cassini, da Nasa, depois de quase 20 anos no espaço, vai atravessar, pela primeira vez, a região entre a atmosfera e os espetaculares anéis de Saturno. A sonda jamais esteve tão perto do planeta que explora desde 2004.

Depois de efetuar 22 sobrevoos atravessando o espaço mais interno dos anéis, a sonda deve mergulhar na atmosfera do planeta, encerrando a missão, em setembro.

O vídeo abaixo é uma adaptação/tradução do original, produzido pelo Laboratório de Propulsão a Jato na Nasa (JPL) e pelo cineasta sueco Erik Wernquist. O filme usa imagens reais tiradas pela sonda misturadas a animações visuais com base em dados reais.

Titã


 Foto 001:  A superfície da lua Encélado


 A superfície de Encélado


 A lua Tétis e os anéis de Saturno


Fotos 002 e 003 A lua Tétis e os anéis de Saturno


 Saturno esplendoroso




 Saturno no contra-luz


 Lua mimas

 
 Foto Acima:  A lua Mimas

 Pan
 
 Foto: Lua em forma de Pastel




sábado, 22 de abril de 2017

Adolescente é apreendido depois de furtar um carro em Cosmópolis

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Doria amplia Psiu e fiscalização mira bares e pancadões


A gestão João Doria (PSDB) alterou as regras do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) para permitir que agentes das supervisões técnicas de fiscalização das Prefeituras Regionais possam multar bares e restaurantes que funcionem após a 1 hora sem proteção acústica – e também coibir pancadões. Hoje, só os 13 funcionários do programa têm essa atribuição.

A medida, diz a Prefeitura, vai ampliar o total de fiscais para 219 e elevar a taxa de reclamações da população checadas. De janeiro a março, mais da metade das queixas (53%) ficou pendente de atendimento, conforme dados oficiais.

A mudança já vigora, por decreto publicado na sexta (20) no Diário Oficial da Cidade e assinado pelo vice-prefeito e secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas (PSDB). Os agentes estão autorizados até a fechar bares e apreender carros e equipamentos de som ligados na via pública para promoção de pancadões. Após um período de testes, a gestão Doria vai avaliar se descentraliza também a medição de decibéis emitidos por estabelecimentos denunciados – há limites de acordo com a região da cidade e o horário.

joao doria

Desde o início do mandato, Covas vinha reclamando do baixo efetivo para coibir a poluição sonora na cidade. Em fevereiro, ele e o prefeito Doria participaram juntos de uma blitz que fechou um bar no Tatuapé, zona leste, por desrespeitar a chamada Lei da 1 hora. O não cumprimento dessa norma já rendeu 22 multas desde janeiro. As regiões Sé (centro), Vila Mariana (zona sul), Mooca (zona leste), Santana (norte) Pinheiros e Lapa (oeste) concentram a maior parte das queixas.

“Nossa expectativa é de que a descentralização do serviço de fiscalização possa, no mínimo, dobrar o número de autuações”, diz o secretário adjunto da pasta, Fábio Lepique. Segundo dados da secretaria, foram aplicadas nos três primeiros meses do ano 67 multas, que somam R$ 725 mil. No mesmo período do ano passado somente a Lei da 1 hora rendeu 135 infrações, que custam de R$ 8 mil a R$ 24 mil.

Desde janeiro, dois estabelecimentos foram lacrados pela Prefeitura. “Nosso objetivo é dar mais efetividade ao trabalho de combate à poluição sonora, que representa um problema de saúde pública.”

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato, diz que a instituição nunca foi a favor de ruído e perturbação. Ele critica, porém, a “confusão” que se faz ao multar um bar quando o barulho vem da própria rua: de pipoqueiro, taxista e camelô, por exemplo. “Como é difícil punir essa gente, pune-se o bar. Neste caso, achamos injusto”, diz.

A associação já fez uma campanha para estimular a realização de happy hour, na tentativa de estimular as pessoas a ir embora cedo dos bares. Maricato explica que o funcionamento após 1 hora requer manobrista, isolamento acústico e segurança. “Quem faz isolamento, precisa ainda de ar-condicionado. Esse é um problema. Porque o investimento fica muito alto”, afirma.

Pancadões

Covas e Lepique ainda iniciaram, há uma semana, a operação Sono Tranquilo, espécie de blitz em parceria com Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Companhia de Engenharia de Tráfego, com o objetivo de coibir pancadões espontâneos, os chamados “fluxos”.

“Essa operação começou em Cidade Tiradentes porque no passado foram registrados 40 pancadões na região. Nós já mapeamos que em toda a cidade existem cerca de 50. O Oziel Evangelista de Souza (prefeito regional) conseguiu erradicar os pancadões na Cidade Tiradentes e é isso que nós vamos fazer na cidade como um todo”, afirmou Covas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Relator da Reforma da Previdência nega privilégios e servidor e diz que mudança teve aval de Temer

Depois de apresentar as mudanças de última hora que surpreenderam até os aliados, o deputado Arthur Maia negou que esteja mantendo privilégios na Reforma da Previdência. Depois de apresentar o relatório na Comissão, ele divulgou uma errata advertindo que as regras que enquadravam privilégios de boa parte do funcionalismo federal estavam suspensas porque era preciso respeitar a 'expectativa de direito'.
 

Fonte: Jornal da Record - Via Canal Youtube

 

Paciente de UBS registra queixa contra ginecologista, em Mogi Guaçu


Um ginecologista de uma unidade básica de saúde de Mogi Guaçu, está sendo investigado pela Policia Civil, por suspeita de estupro praticado contra pacientes. A denuncia foi registrada por uma dona de casa na Delegacia de Defesa da Mulher da cidade. A paciente, de 27 anos e grávida de 9 meses, relatou que estranhou a situação durante a consulta , pois não havia uma assistente na sala de exames e percebeu o estado excitação do médico. Após a consulta, a gestante procurou a enfermeira-chefe da UBS e contou o que havia acontecido e foi orientada a procurar a delegacia e a Ouvidoria da Prefeitura. A defesa do especialista disse que ele não vai se manifestar sobre a denúncia. A Prefeitura instaurou processo de sindicância e procedimentos apuratórios e a Polícia Civil de Mogi Guaçu abriu inquérito para investigar a denúncia.

Motorista perde controle de ônibus e cai em corrégo em Campinas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Médica suspeita de matar pacientes em UTI de hospital é inocentada


Médica suspeita de matar pacientes em UTI de hospital é inocentada: Decisão do juiz Daniel Surdi Avellar também inocenta outras sete pessoas envolvidas no casoA médica Virgínia Soares de Souza acusada de antecipar a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, em Curitiba, foi inocentada nesta quinta-feira (20). Decisão do juiz Daniel Surdi Avellar também inocenta outras sete pessoas envolvidas no caso.

O caso surgiu em 2013, quando o grupo foi acusado pela morte de oito pacientes. Funcionários da UTI e a especialista teriam usado técnicas médicas para acelerar o óbito dos pacientes, para poder liberar leitos no hospital.

Avellar defende que as provas apresentadas pelo Ministério Público foram duvidosas. "Uma decisão de pronúncia que se repute minimamente democrática jamais poderia se amparar em afirmações genéricas no sentido de que 'ocorriam antecipações' de óbito na UTI do Hospital Evangélico", disse o juiz na decisão.

O advogado de médica, Elias Mattar Assad afirmou que Virgínia foi "demonizada nos meios de comunicação" e que foi presa injustamente. "Ficou provado que a médica apenas praticou atos com justificativas em literaturas médicas e objetivos de salvar vidas de pacientes críticos", disse.

De acordo com o G1, o Ministério Público do Paraná informou que vai recorrer a decisão.