quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

“Ele tinha muita inveja do Kiko”, dispara Carlos Villagrán sobre Roberto Bolaños

Carlos Villagrán, o Kiko do seriado “Chaves”, concedeu entrevista a Pochat e contou por que foi expulso da turma comandada por Roberto Bolaños.


Carlos Villagrán está no Brasil e concedeu uma entrevista exclusiva ao “Programa do Porchat” exibido nesta quarta-feira (7). No papo, além de confidenciar momentos marcantes do seriado “Chaves”, o intérprete do personagem Kiko falou sobre a briga que teve com Roberto Bolaños, criador da produção.

“Ficamos juntos por oito anos e fizemos turnês por vários países. Nas coletivas de imprensa, sempre perguntavam mais para mim. Despertou inveja, ciúme… Começaram a querer tirar o Kiko da turma. Eu fui tirado, e o seu Madruga (Ramón Valdés) quis sair em solidariedade. Depois disso, o programa começou a acabar”, revelou.

Foto: Antonio Chahestian/Record TV

“A Televisa me vetou e também não podia trabalhar no Chile. (Roberto) Bolaños começou a mandar fax para as empresas para que não me dessem trabalho”, lembrou o artista, que se disse criador das características do personagem Kiko. “Ele acreditou que tudo era criação dele. Começou a pensar ‘Eu sou gênio’. Ele menosprezou os companheiros. E também teve o dinheiro”.

Villagrán também contou que nunca mais esteve com Bolaños após deixar a emissora mexicana. O dramaturgo morreu em novembro de 2014. “Nunca mais voltamos a fazer as pazes. Liguei, mas ele nunca me atendeu”, lamentou.

Ficou caro ser corrupto? Como operações da PF e do MP estão mudando comportamento de empresas brasileiras

Operações como Lava Jato e Zelotes têm exposto não só a classe política como também as grandes empresas do país.

Fonte: BBC Brasil
 
Na última quinta-feira, foi a vez da maior empreiteira brasileira "ficar de joelhos".

Em um comunicado veiculado na imprensa, a Odebrecht pediu perdão pelos atos ilícitos cometidos, concordou em pagar uma multa de R$ 6,7 bilhões e se comprometeu a colaborar com as investigações como parte do acordo de leniência assinado com o Ministério Público Federal.


Executivo preso
 
Foto: Com possibilidade de prisão de executivos de alto escalão, empresas investem em programas de 'compliance' (conformidade).
 
O caso, com potencial de atingir um grande número de políticos em Brasília, pode ser também representativo de uma guinada no mundo corporativo.

Até pouco tempo, antes de virem à tona as grandes operações como Lava Jato e Zelotes, a corrupção parecia ser um bom negócio no Brasil.

Muitas vezes, a obtenção de um alvará ou de uma licença poderia sair mais em conta ou demorar menos tempo por meios escusos.

A corrupção também ajudava a aumentar a previsibilidade de um empreendimento, ganhar tempo e encontrar atalhos para driblar a burocracia. No balanço final, os meios ilegais poderiam representar uma economia real para uma empresa.

Além disso, atuar fora da conformidade das leis também era visto como vantagem porque poderia ser crucial para a viabilização de um empreendimento. Para obter contratos bilionários com a Petrobras, empreiteiras pagavam de 1% a 5% do valor do negócio em propinas, como revelou a Lava Jato.

Mas esse cálculo de que a corrupção compensa, segundo especialistas, pode estar mudando.

Conformidade

Alexandre Bertoldi, sócio-gerente do escritório de advocacia Pinheiro Neto, um dos mais tradicionais do país, afirma que era comum no meio empresarial que gestores "fechassem os olhos" para práticas ilícitas ou antiéticas ao delegar serviços a indivíduos, empresas ou escritórios de fachada. As operações mostram que talvez isso não seja mais tão tentador.

"Antes as pessoas sabiam o que estava errado. Era mentira dizer que não soubessem. Todo mundo sabia. Mas muitos tinham a sensação de que se não fosse assim, estariam em desvantagem em relação aos competidores. Hoje você está correndo o risco de ir para a cadeia. Isso é salutar para o ambiente de negócios," afirma Bertoldi.

Um indício dessa guindada é a valorização que as empresas têm dado aos mecanismos de compliance, palavra em inglês que significa conformidade com leis e princípios éticos.

O termo carrega um sentido mais amplo no ambiente de negócios. Também pode ser entendido como programa de integridade, governança empresarial, ou ética corporativa.

Ele envolve a adoção por parte das empresas de mecanismos para apurar e prevenir práticas ilegais ou antiéticas. Esses mecanismos vão desde análise de riscos, instalação de investigações internas e canais para denúncia até o treinamento de executivos e funcionários para lidar com propostas e práticas que corram o risco de colocar a empresa no mau caminho. 
 
 Fachada da Odebrecht em São Paulo
 
Foto: Construtora pagará multa bilionária por envolvimento em atos ilícitos e foi à imprensa pedir desculpas a cidadãos.

'Explosão'

Especialistas ressaltam, no entanto, que o caminho a percorrer para que as empresas do país alcancem os mais altos padrões de integridade ainda é longo.

"Antes, a palavra não tinha valor, ninguém sabia nem mesmo o significado, e agora compliance passou a ser parte do cotidiano," afirma Esther Flesch, que lidera a equipe de conformidade do Trench, Rossi e Watanabe Advogados, escritório de advocacia contratado pela Petrobras após o início da operação Lava Jato.

A entrada em vigor da Lei Anticorrupção (12.846/2013), também conhecida como Lei da Empresa Limpa, ajudou a colocar o assunto na agenda.

No entanto, foram operações como Lava Jato e Zelotes que provocaram nas empresas o sentido de urgência verificado pelos especialistas.

O aumento da demanda pelos serviços de compliance foi sentido com força, especialmente no último ano.

"Nem mesmo o nosso escritório anteviu esse impacto. Tivemos que correr atrás. Foi uma explosão, não um aumento gradativo," conta Bertoldi.

Há cinco anos, o Pinheiro Neto não tinha uma área dedicada ao serviço. No último ano, o escritório, que atende principalmente grandes empresas em operações estratégicas, empregou mais de 40 advogados com dedicação exclusiva a essas demandas.

Outro escritório de perfil similar a fazer investimentos expressivos na área foi o Mattos Filho, que aumentou seu quadro de sócios dedicados à conformidade, de um para três.

Thiago Jabor Pinheiro, sócio do escritório e responsável pela equipe afirma: "Não há uma empresa grande no Brasil que não tenha adotado esses mecanismos (de conformidade)."

O aumento da procura também foi sentido pelas grandes firmas globais de consultoria que atuam no Brasil.

"Mais do que dobrou a nossa demanda do ano passado para cá," garante Ronaldo Fragoso, sócio-líder de gestão de riscos da Deloitte.

Empresas como PwC, EY e KPMG também descrevem aumento significativo na demanda.  
 Polícia Federal Brasília
 
Foto: Funcionários das seis maiores construtoras do país foram presos na Lava Jato.

Custos

Mas o que exatamente explica essa correria por programas para evitar a corrupção em empresas brasileiras?

O principal motivo apontado pelos especialistas é a percepção sobre o aumento do custo de não ter vigente um mecanismo de governança, ou o chamado custo da 'não-compliance'.

Ser conivente com práticas corruptas pode sair caro. E isso passou a ser sentido de muitas maneiras.

A mais evidente são as consequências diretas. A lei prevê multas de até 20% sobre a receita para empresas condenadas por práticas ilícitas.

O acordo de leniência assinado pela Odebrecht é um exemplo do quanto a corrupção pode pesar no bolso de empresários.

"As empresas passaram a ter medo das multas, já que uma multa chega a quebrar uma empresa," afirma Ana Paula Candeloro, que é professora do Insper e coautora do livro Compliance 360º.

No âmbito da Lava Jato, além das multas, as empreiteiras condenadas também ficaram impedidas de firmar contratos públicos ou de adquirir novos créditos bancários até assinarem acordos de leniência.

"A destruição de valor foi significativa," afirma Fragoso, que também cita o caso da mineradora Samarco, que enfrenta uma multa bilionária pela responsabilidade no rompimento da barragem em Mariana, no final de 2015.

"Esses casos levaram as empresas a pensar que teria sido melhor prevenir," afirma ele.

Outro fator que passou a entrar no cálculo foi o temor dos executivos de se verem pessoalmente envolvidos em um escândalo. Essa noção levou o problema até o mais alto escalão de gerenciamento.

Na Lava Jato, diversos executivos foram condenados e presos - o caso mais notável sendo o de Marcelo Odebrecht, que foi condenado a 19 anos de prisão. Já na Zelotes, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, virou réu por suspeita de participação em esquema de sonegação de impostos.

"Poucos executivos conhecem alguém que não esteja envolvido de alguma forma nas operações em andamento. Isso traz uma noção muito viva de que não há mais impunidade," avalia José Compagno, sócio-líder de investigação de fraudes para América Latina da consultoria EY.

Marco Castro, sócio-líder de auditoria da PwC no Brasil, afirma que o papel da opinião pública e das redes sociais traz um custo ainda maior para as empresas envolvidas em corrupção. "Hoje a voz da sociedade é ouvida de forma amplificada como nunca antes."

De acordo com ele, a presença constante da fiscalização dos cidadãos tem um impacto sobre a cultura que influencia diretamente o ambiente de negócios.

"O dano à imagem e à reputação por não conseguir cumprir com o que a sociedade e seus próprios funcionários esperam ficou muito alto," afirma. 
 
 Sérgio Cabral preso
 
Foto: Joalherias são algumas das empresas investigadas por envolvimento em caso de corrupção contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral .

Longo caminho

Apesar de todo o furor, os especialistas concordam que o Brasil ainda precisa caminhar muito para atingir os níveis de conformidade praticados nos Estados Unidos e na Europa.

Nicole Verillo, consultora do Programa Brasil da Transparência Internacional, também registra uma movimentação das empresas rumo a práticas éticas, mas faz ressalvas.

Ela afirma que os níveis nacionais de conformidade acompanham os níveis de países emergentes, mas "ainda são muito ruins".

Segundo Nicole, "o próprio setor privado assume que há empresas com programas de compliance para inglês ver, que não são efetivos de fato".

Bertoldi lembra que os custos de implementação de um programa de conformidade também podem ser um entrave. Por mais que o programa possa ajudar a prevenir desastres, o mercado brasileiro passa por um momento difícil.

"Algumas empresas estão preocupadas em sobreviver. Implantar o programa não é tão caro, mas é caro mantê-lo," lembra o advogado. "No limite, você cria um departamento especializado com um impacto sobre o orçamento. Evita que você barateie a operação," diz.




 

Servidores protestam por causa de salários atrasados em Sumaré

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

O estupro e assassinato de uma estudante de 19 anos que provocou uma polêmica sobre refugiados na Alemanha

Um crime horrível que agora ameaça se transformar em um problema político na Alemanha. A estudante Maria Ladenburger, de 19 anos, foi estuprada e assassinada na cidade Freiburg, no sudoeste do país.

Fonte: BBC Brasil

A jovem foi atacada às 2h30 da manhã, quando voltava para casa de bicicleta, após uma festa da universidade. Seu corpo foi encontrado no dia 18 de outubro, na margem do rio Dreisam.
 
Local onde foi achado o corpo de Maria Landenburger

Foto:
Moradores de Freiburg deixam flores no local onde foi encontrado o corpo da estudante Maria Landenburger.
 
Desde então, a tranquila cidade alemã vive o choque da morte da estudante, que trabalhava como voluntária em um centro de recepção de refugiados.

A natural comoção, no entanto, deu espaço para a agitação política depois que as autoridades anunciaram a prisão do suposto assassino: um refugiado afegão de 17 anos. 
 
Da Justiça à política

A possibilidade de um refugiado ter causado a morte de Ladenburger incendiou o debate político na Alemanha, num momento em que a política de recepção de estrangeiros da primeira-ministra Angela Merkel passa por momento difícil. 
 
Angela Merkel
 
Foto: A morte violenta da estudante de Medicina trouxe à tona críticas em torno da política de asilo do governo de Angela Merkel.

A popularidade de Merkel, que tentará mais uma reeleição em 2017, caiu consideravelmente desde que, em 2015, ela autorizou a entrada no país de um milhão de refugiados e asilados vindos de países como Síria, Iraque ou Afeganistão.

Apesar disso, Merkel se recusou a aceitar as exigências da ala mais à direita do seu partido, a União Democrata Cristã, de limitar a 200 mil o total de refugiados que podem entrar na Alemanha. 

Protesto contra acolhida aos refugiados

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD, em alemão), que tem uma posição abertamente contrária aos imigrantes, divulgou um comunicado afirmando que Ladenburger foi vítima da cultura de acolhida aos refugiados de Merkel.  
 
Foto aérea de Freiburg
 
Foto: Freiburg, no sudoeste da Alemanha, é conhecida pelo seu ambiente universitário.


No domingo passado, o militantes locais do AfD convocaram uma manifestação em Freiburg.

Conseguiram reunir apenas 30 pessoas que, por sua vez, enfrentaram a convocação de outras 300, que se manifestavam contra aquele partido. 

Cidade liberal e tolerante


Freiburg tem uma longa história de participação cívica e é conhecida pelo espírito liberal e tolerante.

Entre seus 225 mil moradores, há 40 mil jovens que frequentam a universidade local, principal fonte de empregos da cidade.

O prefeito Dieter Salomon pediu à população que evite culpar todos os refugiados pelo crime.

"O fato de que o suspeito seja um jovem vindo do Afeganistão é, claro, um estímulo àqueles que sempre acreditaram que os refugiados não são bons para o país", disse. 
 
Cartaz de boas vindas aos refugiados em Freiburg
 
Foto: Desde o começo da crise dos refugiados na Europa, Freiburg tem estado aberta para recebê-los, mas agora crime ameaça política de Merkel.
 
"Mas cada pessoa deve saber - e creio que a população de Freiburg está fazendo isso - que embora um refugiado tenha cometido um crime horrível, isso não quer dizer que todos os refugiados vão se comportar da mesma forma", segundo a rádio alemã Deutsche Welle.

O porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, disse que embora o criminoso deva ser punido com todo o rigor da lei, não se pode esquecer que se trata do "possível ato de um refugiado afegão, mas não de todos os afegãos nem de todos os refugiados". 

Apesar dos apelos para que se evitem as generalizações, a imprensa alemã informou ter registrado um aumento importante das críticas em relação aos refugiados.

O jornal Der Tagesspiegel, de Berlim, disse que o volume de mensagens que normalmente recebe dos leitores quadruplicou e que elas não podem ser publicadas porque não obedecem aos seus padrões. 

O caso mostra que o tema dos refugiados deve ser mesmo um dos mais sensíveis na campanha eleitoral alemã em 2017.
 
 
 


Bando agride e tenta estupro em roubo em Americana


Quatro homens foram presos na madrugada de ontem, em Americana, após roubar o carro de um casal, agredir o homem e tentar estuprar a mulher. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Até o início da tarde, dois deles estavam com prisão decretada e outros dois aguardavam o registro da ocorrência para definição de sua situação.
 
Os criminosos renderam o casal, que estava em uma Ecosport, em um bairro de chácaras em Santa Bárbara d'Oeste. Eles tiraram a roupa do homem e a calça da mulher. Segundo a Gama, o homem foi ferido com coronhadas na cabeça e um dos assaltantes colocou o cano de uma arma dentro da boca dele. Os suspeitos tentaram estuprar a mulher, mas ela começou a gritar e eles fugiram com o carro. A Gama (Guarda Armada Municipal de Americana) foi informada pela Polícia Civil de Nova Odessa que o carro roubado tinha passado pelo radar inteligente perto do Jardim dos Lírios, entre os dois municípios.
 
Quando o carro foi localizado, iniciou-se uma perseguição. Os dois criminosos que estavam em um Chevrolet Corsa Classic, usado no assalto, tentaram bloquear a passagem do carro da Gama, mas não conseguiram. A Ecosport, com outros dois suspeitos, seguiu para a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), sentido Anhanguera.
 
Após oito quilômetros, eles chegaram próximos ao condomínio Terra do Imperador, onde tentaram despistar os guardas dando voltas em ruas próximas, mas chegaram a uma rua sem saída, onde um foi abordado e rendido, e o outro fugiu por uma mata.
 
Um carro que dava cobertura à equipe que fez a perseguição encontrou o homem que fugia a pé se aproximando do Corsa Classic, que o aguardava na estrada. Todos foram rendidos e levados à CPJ (Central de Polícia Judiciária), onde a ocorrência era registrada ontem. Após as 18h, o TODODIA não conseguiu mais informações.

Trio é flagrado furtando fábrica desativada em Americana é preso

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

'Crise entre Legislativo e Judiciário é a maior da história recente do país', diz historiador Boris Fausto

Se publicasse agora uma nova edição de História do Brasil, livro didático número 1 dos principais vestibulares do país, Boris Fausto talvez escrevesse o que disse à BBC Brasil na tarde desta terça-feira: "Com essa gravidade e este impacto, a crise entre Legislativo e Judiciário é a maior da história recente do país".


Aos 86 anos, o historiador e cientista social, três vezes ganhador do prêmio Jabuti (de literatura), referia-se à recusa do senador Renan Calheiros em obedecer a uma decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu afastamento da presidência da Senado após se tornar réu - em um dos 12 inquéritos que enfrenta.

 Boris Fausto

Foto: Para historiador Boris Fausto, crise entre Legislativo e Judiciário é a maior da história recente do país.

Nesta terça-feira, a decisão de Marco Aurélio foi submetida ao conjunto de ministros no plenário do STF. O resultado se inverteu e Renan foi mantido no cargo - apesar de não poder mais figurar entre os possíveis sucessores imediatos do presidente Michel Temer. 

"É um arranjo estranho. Uma fórmula para diminuir o fogo da crise. Mas não elimina a crise", avalia Fausto.

À BBC Brasil, o historiador elogiou a Operação Lava Jato, comentou o que classifica como "riscos" das manifestações de rua e das 10 medidas contra a corrupção. Fausto também comparou o momento atual e o do golpe militar de 1964 e ainda avaliou o governo Temer ("que não sabemos se chega ao vim").

E deu um recado ao juiz Sergio Moro - que nos últimos dias voltou a despertar controvérsia graças a uma foto em que aparece, rindo, ao lado do senador Aécio Neves (PSDB).

'Se eu pudesse dar um conselho, do alto de muitas décadas de experiência, eu diria a ele: 'Não apareça muito, do alto da sua função. Não é prudente. Não acho bom'.

 Renan Calheiros

 Foto: O presidente do Senado, Renan Calheiros, descumpriu decisão do STF para ser afastado do cargo.

Leia os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil - Numa perspectiva histórica, como avalia a recusa de Renan Calheiros à determinação do ministro Marco Aurélio pelo seu afastamento da presidência do Senado?

Boris Fausto - É uma coisa gravíssima. Este desencontro entre a mesa do Senado e o Supremo, embora todos os ministros não apoiassem a resolução de afastar o Renan, mostra que entramos em uma nova fase: a crise do funcionamento das instituições. 

Até aqui, dizia-se que as instituições estavam preservadas e que o trabalho da Lava Jato prosseguia. Mas, agora, ultrapassamos este momento, e a harmonia entre poderes começa a ruir. Isso ocorre justamente quando todas as apurações (sobre corrupção) que vêm desde o impeachment estão se processando. É uma situação de enorme desestabilidade. 

BBC Brasil - Como avalia a reviravolta desta terça-feira do plenário do Supremo, que optou pelo manutenção de Calheiros na presidência do Senado, mas fora da linha sucessória da Presidência da República?

Boris Fausto - É um arranjo estranho. É uma fórmula para diminuir o fogo da crise. Mas não elimina a crise. Resolve neste momento, supera-se esta situação específica. Mas uma saída como esta, que contraria inclusive decisões anteriores, é evidentemente um arranjo para resolver uma situação. Pelo que percebo, não é uma boa coisa.

BBC Brasil - Há exemplos semelhantes a este descompasso entre Legislativo e Judiciário na história brasileira? 

Boris Fausto - Não me ocorrem. Com esta gravidade, com este impacto, a crise entre Legislativo e Judiciário é a maior da história recente do país.

Michel Temer
 Foto: Historiador diz que Michel Temer "não parece ser um homem talhado para fazer tantas mudanças".

BBC Brasil - E o que pode acontecer quando um poder desobedece ao outro? A quem a sociedade pode recorrer? 

Boris Fausto - Este é um choque na cúpula das instituições. Então não tem quem resolva, a não ser eles próprios. É preciso que haja bom senso entre os poderes.

Tudo isso é um produto direto do ambiente difícil que estamos vivendo. É uma transição muito dolorosa. A oposição (PT e partidos aliados) está claramente usando esta crise como pretexto para jogar a segunda votação da PEC do teto dos gastos para depois do recesso parlamentar. Isso é nítido, eles estão muito felizes.

BBC Brasil - E, de outro lado, PMDB e políticos da base aceleram esta votação em meio à mesma turbulência...

Boris Fausto - Pois é. E, no meio de tudo isso, há uma enorme pressão social, fundamentalmente positiva. É ela que tem sustentado a apuração de atos de corrupção e que pressiona pelo afastamento de corruptos. Mas isso envolve certos riscos. As manifestações de rua podem continuar, mas não vão apontar uma saída. Além disso, há sempre o risco de que parte do Judiciário tome decisões ouvindo diretamente a voz das ruas, e isso é sempre discutível. 

BBC Brasil - Por que é discutível?

Boris Fausto - É discutível porque a voz das ruas tem um ímpeto que não é próprio àquele que julga, que interpreta fatos à luz da legislação. A voz das ruas é movida por paixão, não necessariamente por razão. 

BBC Brasil - Falando nas ruas: os protestos também revelam um forte descontentamento com a política e com os políticos, o que não ocorre só no Brasil. 

Boris Fausto - A desmoralização dos políticos é visível há muito tempo. E os políticos que estão no poder não fazem nada para restaurar a confiança. Ou fazem muito pouco. Volta e meia o Congresso surpreende a sociedade com decisões que vão no sentido oposto daquilo que a sociedade esta pleiteando. Isso se liga a um problema de crise de lideranças.
Uma das razões é que a política virou um negócio, que pode ser atraente para negociantes, mas não para os preocupados com valores, princípios. Desse vácuo surgem os personagens do mercado, como Donald Trump, no embalo da ilusão de que homens de fora da política possam realizar aquilo que os políticos não podem. 

BBC Brasil - Isso é novidade? 

Boris Fausto - Isso é um velho sonho no Brasil. O sonho do governo dos técnicos. Surgiu ligado ao movimento dos tenentes, na década de 1920, sobretudo quando partilharam o poder com Getulio Vargas na década de 1930. Eles defendiam conselhos técnicos de governo, um governo inspirado em regras, naquilo que é correto, e isso era claramente uma posição antipolítica, como a de agora.

LEIA NA BBC - BRASIL!!!!
BBC Brasil - E o governo Temer até agora, como avalia?

Boris Fausto - O que mais pesa na personalidade dele são os muitos e muitos anos que viveu como negociador de bastidores. De repente vem a guinada para a Presidência da República - e mais, numa situação política e econômica muto complicada. 

Não é da noite para o dia que uma pessoa consegue mudar seu papel. Se ele quer deixar algum legado nesta presidência meteórica que a gente não sabe se vai chegar ao fim, ele tem que aprovar algumas coisas. Reforma da previdência, teto de gastos, tudo isso são coisas que marcam. Mas ele não parece ser um homem talhado para fazer tantas mudanças. Precisaria ser alguém com muita legitimidade, muita autoridade, para que as pessoas ouvissem, entendessem e aceitassem o seu discurso. 

BBC Brasil - As reformas que o senhor citou - previdência, teto de gastos etc - são temas urgentes há bastante tempo, mas foram deixados de lado por todos os presidentes eleitos na última década, salvo políticas pontuais. Por que justamente Temer, que não teve o voto popular, decidiu levá-las à frente?

Boris Fausto - Fernando Henrique Cardoso tentou uma reforma da previdência mais profunda, mas perdeu no Congreso por um voto. Outros fizeram algumas coisas aqui e ali, como você diz, mas nenhum ousou enfrentar o problema. Gente eleita sempre toma atitudes pensando na sua massa de eleitores, em como será a reação deles. Então, os presidentes iam adiando. O governo Temer começa diferente e alguma coisa ele tem que fazer, porque ele não pode passar em branco. 


Boris Fausto

Foto: Na visão do historiador, Temer precisa fazer algo para não passar em branco.

BBC Brasil - A situação atual remete o senhor a outros momentos críticos do país? O contexto em 1964 (ano do golpe militar) era similar, diferente?

Boris Fausto - Este é um tema bom, porque a gente tem que que fazer distinções. A crise de agora é mais grave como crise do que a de 1964. Mas o quadro brasileiro é bem mais estável e a sociedade, mais madura. A Guerra Fria acabou. Essa arma do comunismo, que ainda é jogada por alguns, nao é mais relevante. 

Vivemos outra conjuntura. E há, mal ou bem, um horizonte democrático. Meio fragilizado nos últimos tempos, mas existe. Vou repetir uma frase já batida, mas que é boa. A maioria de nós hoje sabemos de cor os nomes de todos os ministros do Supremo. Quem sabe os nomes dos chefes militares? Há uma diferença imensa. Não dá para comparar.

BBC Brasil - O senhor quer dizer que, em 1964, as pessoas sabiam quem eram os chefes militares?

Boris Fausto - Ah, sabiam. Sabiam. Todo mundo sabia quando o ministro da Guerra ia ao hospital, por exemplo. Com todo o risco que enfrentamos agora, nós podemos ser muito mais esperançosos do que naquela época. É essa minha impressão pessoal.

BBC Brasil - Desde o impeachment, passando por decisões polêmicas da justiça federal do Paraná, muita gente fala no fim da democracia no Brasil. Qual é a sua opinião?

Boris Fausto - É um discurso de má fé, sinceramente, vindo de quem já foi visado e já teve suas principais figuras presas ou envolvidas em escândalos etc. 

Mas existem riscos, uma judicialização da política. Há excessos em alguns jovens promotores, alguns não tão jovens assim. Na lista das 10 medidas contra a corrupção proposta pelo Ministério Público havia coisas perigosas, como colher provas ilegais para fins legais ou o tal teste de honestidade para pessoas contratadas. Isso é preocupante, por melhores que sejam as intenções. 

Mas, no conjunto, eu diria que o Judiciário foi forçado a entrar nessa pela falência total do Legislativo e do Executivo. O Legislativo andou parado por muito tempo, em inércia total. O Ministério Público, o Supremo, os juízes, eles preencheram este vazio. Sobretudo pelo seguinte: quem é que já viu uma tentativa tão grande de transformação dos nossos costumes políticos e empresariais? Prisões de poderosos, repatriação de bens desviados... Quem conseguiu, na história do Brasil, fazer isso? Coisas que nunca imaginamos estão acontecendo. 

Sérgio Moro

 Foto: Para historiador, juiz federal Sérgio Moro está muito em evidência e aconselha que ele apareça menos.

BBC Brasil - O senhor falou em judicialização da política e em riscos. Refere-se a que episódios?

Boris Fausto - Houve um ministro do Supremo Tribunal, José Linhares, que assumiu antes das eleições, em 1945, na redemocratização. Mas se notabilizou por distribuir cartórios a parentes e amigos. Então você vê que os males vêm de longe. E, veja, não digo que dona Cármen Lúcia (presidente do STF) faria uma coisa dessas. Longe disso. 

Mas temos sinais do que pode ocorrer. Por exemplo, algo que sou insuspeito para falar, porque tenho uma visão negativa sobre esta figura. A condução coercitiva de Lula foi exagrada. E eu sou insuspeito. Quando os promotores fizeram aquele esquema, colocando Lula lá em cima sem provas contundentes, também não é bom. Estes são, então, os riscos da ação de uma gente de boa fé, mas que pode se precipitar em excessos, que podem crescer. Mas, repito: o pretexto dos excessos não deve ser usado. Não há proporção entre o que foi feito de bom para o pais e estes excessos pontuais cometidos. 

BBC Brasil - Enquanto conversamos, circulam com velocidade enorme nas redes sociais fotos do juiz Sergio Moro ao lado do senador Aécio Neves, citado em diversas delações premiadas, rindo juntos em um evento promovido por uma revista em São Paulo. Qual é sua opinião?

Boris Fausto - É melhor evitar. Não acho que isso influencie nos julgamentos, porque Aécio tem foro privilegiado. Mas convém evitar. 

O Moro está muito em evidência. Se eu pudesse dar um conselho, do alto de muitas décadas de experiência, eu diria a ele: 'Não apareça muito, do alto da sua função. Não é prudente Não acho bom'.


Ganem pede a cassação de Gaspar em Indaiatuba


Candidato derrotado nas eleições de Indaiatuba, Bruno Ganem (PV) pediu a cassação da candidatura do prefeito eleito, Nilson Gaspar, do vice, Tulio Tomass, e do vereador eleito Jorge Luis Lepinsk, ambos do PMDB, sob acusação de abuso de poder econômico, político, religioso e uso indevido dos meios de comunicação. Ele ainda pede a inelegibilidade do atual secretário de Governo, Carlos Bargas, de um candidato a vereador pelo PP e de um pastor evangélico por supostas participações nas ações de abuso de poder. 
 
Ganem afirma que o vereador eleito Lepinsk, conhecido como Pepo, era assessor da Secretaria de Habitação e usou o cargo para coagir e pressionar moradores de conjuntos habitacionais do bairro Campo Bonito a votar em Gaspar e Túlio.
 
Segundo Ganem, Pepo ameaçava os moradores dizendo que quem não votasse na chapa do PMDB perderia o imóvel por inadimplência ou seria até mesmo assassinado. Gravações com as supostas ameaças foram anexadas na ação. "Nóis (sic) vamo matar, mijar na cabeça, tomar apartamento de quem tiver contra a administração nossa", aponta uma das transcrições dessas gravações.
 
Sobre o abuso de poder religioso, o candidato do PV alega que Gaspar tinha "posição privilegiada no espaço interno" de nove templos evangélicos da cidade e "usava da palavra para pedir votos e apoio dos fiéis, além de receber orações e pedidos de votos dos pastores". Ele anexou gravações que supostamente mostram pronunciamentos de Gaspar nos cultos.
 
Ganem ainda afirma que a coligação do PMDB utilizou edição do Jornal Exemplo para promover propaganda política de Gaspar através da divulgação de uma pesquisa e com matérias contra a sua candidatura.
 
A distribuição do jornal na cidade, segundo Ganem, foi feita pelo candidato a vereador José Zumbini Junior (PP), proprietário da empresa J Zumbini Junior - Logística de Propaganda, juntamente com o material de campanha de Gaspar e Tomass. Nesse trecho da ação, ele também acusa o atual secretário de governo, Carlos Alberto Bargas, de ser responsável pelo depósito de R$ 30 mil referente a um possível pagamento desses jornais.
 
Além da cassação da candidatura dos eleitos Gaspar, Tomass e Pepo e da inelegibilidade de Bargas, Zumbini Junior e do pastor evangélico, o candidato do PV pede a quebra do sigilo telefônico de um número que supostamente foi usado por Bargas para negociar os jornais e a quebra do sigilo bancário da empresa AWR Editora e Publicidade Ltda, responsável por produzir o Jornal Exemplo.
 
O advogado Marcelo Pelegrini Barbosa, defensor de Gaspar, Tomass e Bargas, classificou as provas apresentadas por Ganem como "ilícitas". "As acusações são absolutamente descabidas. Para os três. As acusações são eivadas de provas ilícitas", afirmou Pelegrini. 
 
"É um direito dele. Primeiramente, eu me afastei da prefeitura em abril. Segundo, que no vídeo não aparece eu. Eu também tenho vídeos da turma do Bruno comprando votos. (...) É uma denúncia vazia e politiqueira. Nada mais que isso", afirmou Pepo. A reportagem não conseguiu contato com os demais citados.

Reajuste nas refinarias é repassado e litro da gasolina chega a custar R$ 3,69


A gasolina já está mais cara em alguns postos de combustíveis de Campinas. Na av. Brasil, o litro em um dos locais custa R$ 3,69, um aumento de dez centavos.

O reajuste vem logo após o anúncio da Petrobras, que aumentou o valor nas refinarias. O impacto deve ser em torno de 8% na gasolina e 9,5% no diesel.

Essa situação desagrada à população e até causa confusão, porque no final de outubro o governo havia anunciado que o valor cairia nas refinarias – o que não foi muito sentido pelos consumidores.

Com essa situação, as pessoas buscam um preço mais barato, não olhando muito para qualidade/procedência do combustível. É o caso de Mateus Marine.

Apesar do aumento já ter sido repassado em alguns postos, em outros ainda há o preço antigo, em média R$ 3,49. Encontramos esse valor na região da Barão de Itapura. Conversamos com frentistas, que disseram que isso é uma questão de dias – logo o aumento chega.

Em um posto específico, nesta quarta (07/12) a gasolina aditivada já estava R$ 0,06 mais cara, o que fez Paulo César, que costuma usá-la, preferir pela comum, que deve ser reajustada ainda nesta semana.

O valor mais barato do litro da gasolina que encontramos foi de R$ 3,39 e como alguns postos ainda não fizeram o reajuste, o dia pode ser vir para encher o taque.

No caso do etanol, encontramos valore entre R$ 2,65 e R$ 2,89.

200 kg de maconha são apreendidos pela Polícia Rodoviária em Campinas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Dois homens morrem após intensa troca de tiros com a Polícia Militar em Campinas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

STF mantém Renan na presidência do Senado, mas o proíbe de substituir Temer Comente


A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em sessão nesta quarta-feira (7), decidiu a favor de manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado, com a ressalva de que ele fique impedido de substituir Michel Temer como presidente da República. Votaram desta forma seis dos nove ministros que participaram do julgamento, contra três que preferiam a saída imediata de Renan. Todos os votantes concordaram que Renan fica proibido de substituir Temer no caso de viagem do presidente. O presidente do Senado é o segundo na linha sucessória da Presidência da República. O primeiro é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
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Votaram para manter Renan no cargo os ministros Celso de Mello, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e a presidente do tribunal, Cármen Lúcia. Optaram - sem sucesso - pelo afastamento os ministros Marco Aurélio Mello, relator do processo, Edson Fachin e Rosa Weber. Os outros dois ministros do STF - Gilmar Mendes, que está em viagem no exterior, e Luís Roberto Barroso, que se declarou impedido de julgar o caso - não participaram da sessão.

A votação por 6 a 3 referendou em parte a liminar que o ministro Marco Aurélio Mello concedeu na segunda-feira (5), em ação a pedido da Rede Sustentabilidade (leia mais abaixo), sob o argumento de que réus não podem ocupar cargos na linha sucessória da Presidência da República. O julgamento final da ação sobre réus na linha de substituição da Presidência ainda não tem data prevista para ocorrer.

Em seu voto, Celso de Mello, que é o ministro com mais tempo de STF foi o primeiro a votar pela permanência de Renan, criticou a  decisão do senador de não aceitar o afastamento provisório pedido por Marco Aurélio, mas também disse que "não se justifica o afastamento cautelar" de Renan, o que seria uma "medida extraordinária" com "grande impacto na agenda legislativa" em meio à "gravíssima crise que atinge e assola o nosso país".

Renan é réu por peculato (desvio de dinheiro público), por decisão do próprio STF no último dia 1º. A denúncia da Procuradoria-Geral da República que levou à decisão do STF de torná-lo réu acusa o senador de ter desviado parte de sua verba parlamentar, à que todo senador tem direito para pagar por atividades do mandato, para pagar a pensão alimentícia de uma filha. O desvio teria ocorrido, segundo a denúncia, por meio da simulação do aluguel de carros para o gabinete do senador. Ele nega ter cometido irregularidades.

Crise institucional

 

A decisão liminar de Marco Aurélio (de pedir o afastamento de Renan da presidência do Senado) foi alvo de surpresa e de severas críticas por parte de políticos e até mesmo de colegas, como o ministro Gilmar Mendes. Renan, seguindo orientação oficial da Mesa Diretora do Senado, desafiou o Supremo ao recusar o recebimento da ordem judicial e ficou à espera de decisão final do Supremo, que saiu nesta tarde.

O ministro Luís Roberto Barroso (que se declarou impedido de votar no caso) disse mais cedo à "Folha de S.Paulo" que considerava a decisão de Renan de não se afastar um "crime de desobediência ou golpe de Estado". "Eu não participo desse julgamento por estar impedido e portanto não quero fazer comentário sobre ele. Porém, falando em tese, diante de decisão judicial é possível protestar e apresentar recurso. Mas deixar de cumpri-la é crime de desobediência ou golpe de Estado", afirmou. 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, era favorável ao afastamento e chegou a discursar na sessão desta terça-feira, antes dos votos dos ministros.

Em seu voto nesta tarde, Marco Aurélio disse que não afastar Renan seria um "deboche institucional" e classificou a postura do presidente do Senado em não aceitar uma ordem judicial de "inaceitável, intolerável e grotesca". "Desafiar uma decisão judicial é desafiar as noções fundamentais de um estado democrático de direito", disse.

A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, embora tenha votado pela permanência do senador alagoano, também condenou sua atitude. "Dar as costas a um oficial de Justiça é uma forma de dar às costas ao Poder Judiciário", afirmou. Segundo a magistrada, uma ordem judicial pode ser discutida, mas "tem que ser cumprida" para que não prevaleça "o voluntarismo de quem quer que seja". A presidente do Supremo disse ainda que todos estão "subordinados rigorosamente ao que está na Constituição".

ENTENDA O CASO

 

A ação que pedia o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, e que foi acatada por liminar provisória pelo ministro Marco Aurélio Mello, foi movida pelo partido Rede Sustentabilidade.

A legenda usou em seu pedido uma decisão do próprio STF, de maio deste ano, que afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. À época, o então deputado era réu em duas ações penais no Supremo, e a própria Rede solicitou seu afastamento da presidência.

O Supremo acatou, também a pedido da Procuradoria-Geral da República, que acusava Cunha de usar o cargo para atrapalhar investigações contra ele. O fato de Cunha ser réu e estar na linha de substituição do presidente da República foi um dos fatores considerados pelo STF.

Após o Supremo transformar em réu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a Rede apresentou um novo pedido para que o STF determinasse também o afastamento dele do cargo.

O Supremo começou a julgar a ação da Rede no dia 3 de novembro, mas a sessão foi suspensa por pedido de vista do ministro Dias Toffoli, quando já havia maioria de seis votos (dos 11 ministros) a favor de impedir réus entre os substitutos do presidente da República. O caso voltou a ganhar força na semana passada, quando Renan Calheiros virou réu no STF por peculato.

A ação contra Eduardo Cunha foi citada por Marco Aurélio Mello no voto desta terça. "Qual é a diferença? Não há qualquer diferença." Ao falar do deputado cassado, o ministro disse que "parece elementar" que o presidente da Câmara deve "cumprir com requisitos mínimos", como não ser réu no STF, para fazer parte da linha sucessória da Presidência da República.

POR QUE RÉUS NÃO PODEM ESTAR NA LINHA DE SUCESSÃO?

 

O argumento para impedir que réus no Supremo ocupem a presidência da Câmara ou do Senado vem da determinação prevista na Constituição Federal de que, se for aberto um processo penal contra o presidente da República por crimes comuns praticados no exercício do mandato, o presidente fica afastado do cargo por 180 dias.

O dispositivo é semelhante ao do processo de impeachment, onde também há o afastamento do presidente. A diferença é que, no impeachment, o presidente é julgado pelo Senado por acusação de crime de responsabilidade, que são crimes de natureza política e administrativa.

A questão ganhou maior relevância após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, consumado em agosto.

Após o vice-presidente Michel Temer ser alçado a titular do cargo, os presidentes da Câmara e do Senado passaram a ser seus substitutos imediatos.

A linha de sucessão do presidente é composta, nessa ordem, pelo vice, pelo presidente da Câmara dos Deputados, pelo presidente do Senado Federal e pelo presidente STF.


Servidores de Santa Bárbara D'Oeste reclamam de parcelamento


Servidores da Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste reclamaram, ontem, do parcelamento do salário referente ao mês de novembro. Em alguns casos, funcionários afirmaram que só o salário base foi depositado, sem que as horas extras fossem pagas.
 
Uma servidora da Saúde, que pediu para não ser identificada, disse que há casos em que nem o valor integral do salário base foi depositado. "Tem gente que nem recebeu direito. Teve servidor que recebeu R$ 5, R$ 12, R$ 16. Aí você liga no RH e dizem que só dia 13 que vão terminar de pagar", afirmou.
 
As ligações para a assessoria de imprensa da prefeitura não foram atendidas ontem à noite.

Carrinho de milho pega fogo após vazamento de gás em Jundiaí

Fonte: TVB Record - Balanço Geral




Campinas não terá carnaval oficial em 2017, mas mantém apoio a blocos de rua


A prefeitura de Campinas não vai realizar o carnaval em 2017. O motivo é a crise econômica que atinge todo o país. O mínimo gasto na festa seria de R$ 1 milhão, englobando estrutura e aporte a escolas de samba, por exemplo.

Apesar disso, o apoio aos tradicionais blocos de rua será mantido, como afirma o secretário de cultura, Ney Carrasco.

Essa situação já ocorreu neste ano – não houve carnaval oficial, com esses apoios aos blocos de rua. Até 2014, havia desfile e além do apoio as festas de rua, a prefeitura auxiliava com som e iluminação. O secretário diz que neste ano isso é inviável, mas espera a situação melhore.

Em 2016, o carnaval de rua passou por polêmica já que a Secretaria de Urbanismo exigiu o alvará dos blocos. Houve intervenção da Secretaria de Cultura e caso foi solucionado, sem a necessidade de documento. O Secretário Ney Carrasco garante que nesse ano não haverá essa exigência.

A cidade teve 33 blocos de carnaval. Nos últimos anos, o número tem crescido levando mais pessoa para o carnaval de rua.

Homem é executado com oito tiros em Campinas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Eleição de Gustavo Reis é mantida em Jaguariúna após TSE negar recurso

Fonte: Todo Dia

A ministra Rosa Weber, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou um recurso eleitoral e manteve a candidatura e a consequente eleição de Gustavo Reis (PMDB) à Prefeitura de Jaguariúna, ontem, em Brasília (DF). Ainda cabe recurso ao plenário do tribunal.
O recurso, interposto pelo prefeito e candidato derrotado Tarcísio Chiavegato (PTB), apontava que o adversário estaria inelegível devido a reprovações de contas de seu governo pela Câmara, referente aos anos de 2009 e 2011. Gustavo Reis foi eleito com 48,67% dos votos, o equivalente a 13.586.
Na alegação da coligação de Chiavegato, denominada "Todos por Jaguariúna", o peemedebista estaria inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, devido às reprovações das contas de 2009 e 2001, por atos dolosos de improbidade administrativa por irregularidades insanáveis, desvios e irregularidades na aplicação de recursos públicos e dano ao erário.
Contudo, a ministra relatora afastou a possibilidade de atos de irregularidades insanáveis das contas reprovadas. "Assim, não verificado elementos capazes de se concluir pela irregularidade insanável a configurar o dolo, ainda que genérico, impossível a aplicação da ilegitimidade em questão", considerou Rosa Weber.
A sentença foi proferida anteontem e divulgada ontem na movimentação processual. Chiavegato ainda pode recorrer da decisão monocrática - proferida por apenas um juiz e não pelo plenário - enviando um agravo regimental para que o plenário analise. As ligações para o celular de Chiavegato não foram atendidas e não houve retorno ao recado deixado.

Grêmio leva golaço do Atlético-MG, mas vira o maior campeão da Copa do BR


Depois de 15 anos de espera, o Grêmio volta a soltar o grito de campeão nacional. Nesta quarta-feira (7), em seu estádio, o time gaúcho segurou um empate em 1 a 1 com o Atlético-MG e conquistou pela quinta vez a Copa do Brasil – o primeiro duelo, em Minas, terminou com vitória gremista por 3 a 1.

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O título faz com que o Grêmio se torne o maior campeão do torneio, ultrapassando o Cruzeiro: 5 taças a 4. Desde a criação da Copa do Brasil, o time gaúcho venceu em 1989, 1994, 1997 e 2001, a última conquista nacional gremista antes da noite desta quarta-feira.

Grêmio domina o segundo tempo e solta o grito de campeão

Se no primeiro tempo o Atlético-MG chegou a controlar as ações do jogo, o segundo foi todo do Grêmio. Com uma marcação apertada nos pontas do time mineiro, a equipe de Renato Gaúcho não deu chances para que o adversário levasse perigo ao gol de Marcelo Grohe.

Mesmo no final da partida quando o Atlético-MG se lançou completamente ao ataque, o Grêmio não foi pressionado nenhuma vez. Nos últimos minutos, em um contra-ataque, Everton fez bela jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Miller Bolaños empurrar para o fundo das redes e fazer os gaúchos soltarem o grito de campeão.

Atlético-MG fica com o vice, mas faz um golaço

Após o gol do Grêmio, ainda deu tempo para um golaço do Atlético-MG. Nos acréscimos, Cazares aproveitou que Marcelo Grohe estava muito adiantado e arriscou de trás do meio-campo. O goleiro gremista tentou voltar, mas não conseguiu impedir o golaço mineiro.

Atlético-MG se apresenta mais organizado com interino

Em seu primeiro jogo à frente do Atlético-MG, Diogo Giacomini apresentou uma equipe mais organizada do que a de Marcelo Oliveira no jogo de ida. Com três volantes (Rafael Carioca, Leandro Donizete e Júnior Urso) e Luan e Robinho centralizados, o Galo apresentava uma compactação maior e detinha o controle da bola na primeira etapa.

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O time mineiro, no entanto, encontrava dificuldades na saída de bola. Abertos quando o Atlético-MG tinha a bola, Leandro Donizete e Júnior Urso sofriam para passar pela marcação gremista e o Galo terminou a primeira etapa sem assustar realmente o goleiro Marcelo Grohe.

Grêmio espera e tem a melhor chance do primeiro tempo

Com uma grande vantagem conquistada na primeira partida, o Grêmio iniciou o duelo em Porto Alegre mais recuado e esperando o Atlético-MG partir para o ataque. Na segunda metade da etapa inicial, o time gaúcho avançou a marcação e teve a grande chance do duelo até então.

Aos 39 minutos, Douglas deu um passe de letra que deixou Everton cara a cara com Victor. O atacante gremista chutou rasteiro, mas o goleiro do Atlético-MG pulou para fazer uma grande defesa e evitar o gol
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Final termina em confusão

O clima de união entre as duas equipes ficou apenas durante a homenagem à Chapecoense. Nos últimos minutos do duelo, jogadores de Atlético-MG e Grêmio iniciaram uma confusão que se estendeu até após o apito final.

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A briga começou após Bolaños não deixar o time do Atlético-MG cobrar uma falta. Na sequência, o equatoriano tentou dar um chute na bola, iniciando a confusão. O clima tenso seguiu depois do apito final, mas durou pouco e rapidamente os brigões foram separados e o Grêmio pôde comemorar o título.

Homenagens à Chapecoense silencia um estádio sem caixões vermelhos

Antes de a bola rolar, um momento de emoção tomou conta da Arena do Grêmio. Jogadores das duas equipes e representantes da imprensa se abraçaram no meio do gramado para um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente com o avião que levava a Chapecoense para Medellín.

Em um momento poucas vezes visto antes no futebol brasileiro, o estádio ficou praticamente em silêncio durante a solenidade. Durante a homenagem, o goleiro Victor, do Atlético-MG, era um dos mais emocionados e não conseguiu conter o choro. Nas arquibancadas, torcedores também derramavam lágrimas e respeitaram um pedido gremista de não levarem caixões vermelhos ao estádio, em alusão ao possível rebaixamento do Internacional.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO X ATLÉTICO-MG

Torneio:
Copa do Brasil
Data: 07/12/2016 Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS) Público: 55.337 pessoas Renda: R$ 5.105.964,00 Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (FIFA/SP) Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Kleber Lucio Gil (FIFA/SC) Cartões amarelos: Erazo e Fábio Santos, do Atlético-MG

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Pedro Geromel, Kannemann, Marcelo Oliveira; Walace, Ramiro, Maicon, Douglas; Everton e Luan. Técnico: Renato Gaúcho

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Gabriel, Erazo, Fábio Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete (Cazares), Júnior Urso (Maicosuel); Luan, Lucas Pratto e Robinho. Técnico: Diogo Giacomini