domingo, 26 de fevereiro de 2017

Bruno diz que nada traria Eliza Samudio ‘de volta’ Comente


Resultado de imagem para goleiro brunoBelo Horizonte - Menos de 24 horas após ser libertado, o goleiro Bruno Fernandes afirmou em entrevista para a TV Globo ontem que, independentemente do tempo que ficasse na prisão, isso "não traria a vítima" de volta. Com habeas corpus concedido em caráter liminar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-atleta do Flamengo foi liberado da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), onde cumpria pena de 22 anos e 3 meses de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante, Eliza Samudio, com quem teve um filho.

"Independentemente do tempo que fiquei, também quero deixar bem claro. Se ficasse lá, se tivesse prisão perpétua, não ia trazer a vítima de volta", ressaltou ele. Na decisão, o ministro Marco Aurélio afirmou que "a esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há seis anos e sete meses" e "nada, absolutamente nada, justifica tal fato". "A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória."

Eliza Samudio foi dada como desaparecida em 4 de junho de 2010. Bruno foi preso em 7 de julho do mesmo ano. O corpo de Eliza nunca foi encontrado. Ela pressionava o ex-goleiro para que reconhecesse o filho, hoje com 7 anos. O fato de ser réu primário, entre outras condições, também levou à liminar. A decisão no entanto, tem caráter liminar e será submetida ao Pleno do STF em data ainda a ser definida. Conforme o caso, Bruno pode voltar para a prisão.

Na entrevista à Globo, Bruno afirma ainda que não apagaria nada do passado e a prisão foi um aprendizado. "Paguei pelo meu erro. Agora, paguei e paguei caro. Não foi fácil. Não apagaria nada. Serve para mim como aprendizado, não como punição", afirmou. 

"Quero deixar bem claro. Vou recomeçar. Não importa que seja no futebol ou em outra área profissional, mas como vou estar no meio do futebol, é o que almejo", disse ele. Segundo o advogado do goleiro, Lúcio Adolfo, Bruno estaria em negociação para voltar a jogar futebol por um dos times que disputam os campeonatos estaduais em andamento no País.

Injustiça

Anteontem, à Rádio Estadão, Lucio Adolfo reiterou que a manutenção da prisão seria "absurda": "Olha, Justiça demorada é pior que injustiça". O goleiro deverá manter residência fixa e comparecer à Justiça sempre que convocado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após reunião de oito horas, acaba motim de PMs no Espírito Santo


VITÓRIA - Desde meio-dia deste sábado, 25, o policiamento nas ruas do Espírito Santo foi totalmente regularizado, após o fim do motim promovido por familiares de policiais militares, que bloquearam batalhões desde o início do mês, impedindo a saída de viaturas. O término do movimento, em protesto à falta de reajuste nos salários dos policiais, foi acordado em uma reunião iniciada às 22 horas de sexta-feira, 24, que terminou apenas às 6h30 do dia seguinte.

Segundo a Secretaria de Segurança capixaba, desde sexta-feira, 24, o motim já vinha perdendo força, mas 19 cidades do Estado ainda não estavam com 100% do policiamento funcionando nas ruas. Agora, todas as cidades estão com policiamento total, conforme informou o governo do Estado. “A nossa principal premissa era evitar o uso da força e isso foi feito. A segunda era resolver isso pelo diálogo e isso também foi feito”, afirmou o comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Nylton Rodrigues.

Segundo ele, os PMs que retornaram ao serviço vão ter a situação atenuada, caso estejam respondendo a qualquer tipo procedimento administrativo ou inquérito policial. “Não haverá nenhum tipo de perseguição, a instituição não quer isso. Queremos valorizar os bons policiais. A conduta dos policiais será individualizada”, afirmou. Também conforme a Secretaria, 2.580 agentes estão respondendo a inquéritos policiais-militares (IPMs).

Termos

De acordo com o documento assinado pelos representantes na reunião de sábado, 25, foi assumido um compromisso, por parte do governo do Estado de que não serão instaurados novos procedimentos administrativos disciplinares (PADs). Também ficou restabelecido o compromisso de não mover ações contra as associações de policiais. Estavam presentes no encontro duas líderes do movimento de mulheres de PMs, secretários de governo, integrantes da Defensoria Pública da União, representantes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

O governo concordou com uma das principais reivindicações das famílias: a obrigação de um retorno em até 45 dias – a contar da data de transferência – dos agentes para o seu local de origem. Na semana passada, 55 militares foram transferidos para outros batalhões e companhias. Foi acertado também que não haverá novas transferências de soldados da Grande Vitória para o interior do Estado e vice-versa, mesmo que ocorra uma eventual reformulação na corporação, como o comando chegou a aventar.

Mortes

Desde o dia 3 deste mês, as mulheres fecharam as entradas de batalhões e companhias de todo o Estado, impedindo a saída dos militares para policiamento nas ruas capixabas. Durante os 23 dias de paralisação nas patrulhas, pelo menos 199 pessoas morreram, conforme levantamento feito pelo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol-ES).

A escalada de mortes, muitas com indícios de execução, levou o governo a suspeitar da participação de policiais em assassinatos. Segundo afirmou em meio à crise o secretário de Segurança Pública, André Garcia, mais de 30 denúncias foram feitas à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Para ele, há um grupo radical no movimento de PMs, responsável por ameaças e atentados. “Se houver participação de militares, de milicianos – que é isso que está se formando neste Estado, milícias radicais –, serão combatidos”, disse ao Estado. Foi formada uma força-tarefa exclusiva para a apuração, com apoio de agentes federais. A declaração foi criticada pelo presidente da Associação Nacional de Praças, Elisandro Lotin, que viu uma tentativa de desmerecer o movimento.”

Motorista bêbado fere 28 em Carnaval de Nova Orleans


Reuters) - Uma picape dirigida por um homem que aparentava estar "altamente intoxicado" invadiu no sábado uma multidão de espectadores que assistiam à Mardi Gras, o típico Carnaval de Nova Orleans, fazendo mais de 20 pessoas serem levadas ao hospital, disse a polícia.
 
    O veículo, que trafegava pelo lado da rua aberto ao tráfego, atingiu também três outros veículos, incluindo um caminhão, antes de se direcionar para a multidão de pessoas que assistiam a festa, de acordo com a polícia de Nova Orleans.

    Cinco pessoas estão nos centros de trauma dos hospitais. Uma investigação foi aberta pela polícia.

    A polícia imediatamente prendeu o motorista da picape, que, de acordo com testemunhas ouvidas pela WVEU-TV, aparentava estar desorientado, com os olhos virados e sob aparente influência de álcool ou drogas.

    Em comunicado, o prefeito da cidade, Mitch Landrieu, referiu-se ao homem como “motorista bêbado”.

    Imagens de vídeo mostraram um caos no local após o atropelamento, mas a Krewe of Endymion, a maior e mais popular da temporada Mardi Gras em Nova Orleans, continuou com pouca ou nenhuma interrupção.

Harrison disse que a polícia acreditava que o motorista que estava preso estava "altamente intoxicado" e estava sendo interrogado no escritório do departamento de polícia.

    O acidente deixou 28 feridos, sendo que 21 foram levados a hospitais locais, incluindo um policial. Sete outros que foram feridos recusaram o transporte, disse o chefe de polícia Michael Harrison, em uma coletiva de imprensa.

Harrison disse que a polícia acreditava que o motorista que estava preso estava "altamente intoxicado" e estava sendo interrogado no departamento de polícia.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ao usar arma de destruição em massa em aeroporto, Pyongyang mostra que atacará inimigos em qualquer lugar 13

 Por anos, a Coreia do Norte agitou o mundo com seus testes nucleares e suas ameaças de causar um holocausto nuclear nos Estados Unidos. Agora, a conclusão pela polícia malaia de que Kim Jong-nam foi assassinado com uma arma química VX traz à tona as armas de destruição em massa menos conhecidas da Coreia do Norte: um estoque de armas químicas e biológicas.
Kim Jong-nam, o irmão mais velho distanciado do líder norte-coreano, Kim Jong-un, foi morto em 13 de fevereiro por duas mulheres que esfregaram a arma química em seu rosto, no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, disse a polícia na sexta-feira.


15.fev.2017 - Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un
Se cidadãos norte-coreanos estiverem de fato por trás do assassinato, como sugerem as autoridades malaias, o uso do VX levanta várias perguntas: teria o governo da Coreia do Norte usado o ataque para sinalizar ao mundo seu temível arsenal dessas armas perigosas? Ou a toxina foi apenas uma tentativa de evitar detecção, ao realizar o assassinato ousado em um dos aeroportos mais movimentados do mundo?
"Com o uso do VX em um aeroporto internacional no coração da Ásia, a Coreia do Norte enviou uma mensagem muito clara ao mundo de que atacará seus inimigos em qualquer lugar", disse Rohan Gunaratna, um especialista em terrorismo da Escola S. Rajaratnam de Estudos Internacionais, em Singapura. "Também demonstra a resposta norte-coreana em caso de um ataque."

"O uso relatado do VX nos faz recordar de que não apenas a ameaça de mísseis nucleares da Coreia do Norte é séria, mas também suas ameaças assimétricas, incluindo armas biológicas e cibernéticas que fazem parte do kit de armas de destruição em massa do regime", disse Duyeon Kim, um membro não residente, baseado em Seul, do Instituto para o Estudo da Diplomacia da Universidade de Georgetown.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul emitiu uma declaração na sexta-feira expressando "choque" pelo uso de uma arma química e prometendo trabalhar com a sociedade internacional para lidar "fortemente" com a violação da Convenção de Armas Químicas.

O uso mortal de uma arma química proibida pelas convenções internacionais, de forma tão pública, poderia reforçar os pedidos pelos Estados Unidos para colocação da Coreia do Norte de volta a uma lista de países que patrocinam o terrorismo, disseram analistas.

A Coreia do Norte foi colocada na lista de terrorismo após seu atentado a bomba contra um avião de passageiros sul-coreano perto de Mianmar, em 1987, que matou todas os 115 ocupantes.

Mas os Estados Unidos retiraram o país da lista em 2008, como parte de um acordo visando encerrar os programas de armas nucleares norte-coreanos, um acordo que de lá para cá desintegrou com os subsequentes testes de mísseis e armas nucleares pela Coreia do Norte.

Após seu anúncio de que Kim Jong-nam foi morto pela arma química VX, Khalid Abu Bakar, o inspetor-geral da polícia malasiana, disse na sexta-feira que pequenas quantidades do veneno poderiam ter sido trazidas para o país sem serem descobertas.

"Se a quantidade trazida do produto químico for pequena, seria difícil para nós detectá-la", Khalid disse aos repórteres.

O terminal do aeroporto, que recebe mais de 2 milhões de passageiros por mês, será descontaminado apesar do tempo que já se passou desde a morte, ele disse.

Duas mulheres foram presas pelo assassinato, uma da Indonésia e outra do Vietnã. Seus advogados disseram que elas foram enganadas a realizar o ataque e achavam que se tratava de uma brincadeira, mas Khalid disse que elas treinaram para o ataque e o praticaram em dois grandes shopping centers. As mulheres usaram as mãos nuas para aplicar o veneno no rosto de Kim e as lavaram imediatamente depois, ele disse.

Uma gota de VX, ou cerca de 10 miligramas, pode ser fatal. Mas as assassinas podem ter usado uma forma mais segura da arma química para uso em campo de batalha. Conhecido como VX2, ele é dividido em dois compostos que individualmente são inofensivos, mas se tornam letais quando misturados.

Cada componente também pode ser feito em uma forma de liberação lenta, como ocorre com muitos medicamentos.

Se as duas assassinas de Kim aplicaram cada uma um componente do VX, isso explicaria por que duas assassinas eram necessárias, como sobreviveram ao ataque e, talvez, por que levou 15 minutos ou mais para que Kim morresse.

"O uso de uma arma química binária implica nesse método e permite um alvo específico", disse Vipin Narang, um professor associado de ciência política do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que tem dois diplomas em engenharia química.

A mulher que aplicou o segundo componente corria o risco de se expor ao primeiro componente, o que explicaria por que, como Khalid disse na sexta-feira, uma das mulheres adoeceu e começou a vomitar após o ataque.

Esse cenário levanta a possibilidade de que Kim Jong-nam poderia ter salvo sua própria vida caso tivesse lavado imediatamente seu rosto, em vez de procurar funcionários do aeroporto, como fez, para informar o ataque.

Narang disse que ficou claro que a Coreia do Norte queria que o Ocidente soubesse do que é capaz, mas sem causar vítimas em massa.

"Eles queriam que todos, especialmente os Estados Unidos, soubessem que foi VX e que podem produzi-lo ou tê-lo", ele disse. "Fazê-lo de forma pública, mas não matando mais ninguém, é uma boa forma de revelar essa capacidade e esse dissuasor."

Em 2014, o Ministério da Defesa sul-coreano disse que a Coreia do Norte contava com um estoque de 2.500 a 5.000 toneladas de armas químicas e tinha capacidade de produzir uma série de armas biológicas.

Kim Jong-Un tem um histórico de recorrer a medidas extremas contra seus inimigos. Desde que assumiu o poder após a morte de seu pai, Kim Jong-il, em 2011, ele executou pelo menos 140 altos oficiais, às vezes os matando com armamento antiaéreo e até mesmo incinerando alguns de seus corpos com lança-chamas, segundo o Instituto para Estratégia de Segurança Nacional, um centro de estudos afiliado ao Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul. Essas medidas visam ser um alerta aos outros, disseram autoridades sul-coreanas.

Lee Byong-chul, um especialista em não-proliferação do Instituto para a Paz e Cooperação em Seul, disse que o uso da arma química VX acentua a ameaça de proliferação representada pela Coreia do Norte, notando que ela já foi acusada de fornecer tecnologia de armas químicas à Síria desde os anos 1990.

Cargas de máscaras de gás, detectores de gás e outros equipamentos de proteção com destino à Síria, enviadas pela Coreia do Norte, foram interceptadas em 2009 e 2013.

Se confirmado, o uso do VX pela Coreia do Norte provavelmente reduziria o interesse do governo Trump na reabertura das negociações para desarmamento nuclear, especialmente após o recente teste do que chamou de novo tipo de míssil balístico de alcance intermediário.

A China tem sido a principal defensora de novas negociações, mas suas relações com a Coreia do Norte deterioraram acentuadamente. Pyongyang criticou Pequim nesta semana de "dançar conforme a música dos Estados Unidos".

Steve Vickers, um consultor de segurança baseado em Hong Kong, disse que o assassinato de Kim Jong-nam será visto como um insulto ainda maior à China, que o protegeu por anos, ao permitir que vivesse no território chinês de Macau.

"Isto é claramente um embaraço para a segurança do Estado chinês e em menor grau para o governo malaio", ele disse.

9 são presos e desmanche encontrado em investigação de roubo de combustível em Paulínia


Nove pessoas foram presas em investigações da Polícia Civil sobre roubo de caminhões e de combustíveis na região de Paulínia, interior de São Paulo, onde fica a refinaria da Petrobras.

As prisões ocorreram no início da tarde desta sexta-feira, sendo que um local que seria usado como desmanche e esconderijo também foi localizado em Santa Bárbara d’Oeste.

No espaço, houve apreensão de grande quantidade de peças de caminhões, entre elas mais de 60 eixos traseiros e dianteiros, 61 tanques de combustíveis e 18 cabines.

As investigações são da Polícia Civil de Paulínia e começaram há cerca de três meses.

Esse tipo de ação criminosa já foi alvo de investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo, na Operação Petroleiros, deflagrada em junho de 2016.

Na ocasião oito pessoas foram presas. O inquérito foi alvo de denúncia do MP que aponta extorsão por parte de policiais civis para beneficiar investigados na Operação – nesse caso, a delegada do DEIC responsável e três policias já foram detidos preventivamente.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Briga termina em morte no Jardim Boa Esperança em Hortolândia

Mulher que traficava no local foi repreendida por moradores, em seguida ela atirou em todos. Logo depois foi encontrada pela policia desacordada e com sinais de espancamento.


No último domingo (19), por volta das 21h, uma mulher de 34 anos, foi presa em Hortolândia após atirar em duas pessoas da mesma família. O homem morreu e a mulher permanece internada. O crime aconteceu na Rua Canários, no Jardim Boa Esperança. Os policias militares da Força Tática receberam denúncia sobre a ocorrência de disparo de arma de fogo no bairro, mas quando chegaram até o local, a mulher já havia fugido e as vítimas já tinham sido socorridas e encaminhadas ao Hospital Municipal Mário Covas.

De acordo com o boletim de ocorrência, o funileiro A M V, de 27 anos, sua esposa, a cobradora J.A.S, de 41 anos, o filho do casal de 3 anos, e sua cunhada, a funcionária pública V.T.A, de 45 anos, estavam reunidos em frente à casa da família, quando a autônoma V A O, que estava em um veículo Astra cinza, desceu do carro e entregou um pacote com drogas para um adolescente.

Pelo fato de terem várias crianças próximas no momento, de acordo com a cobradora, sua irmã chamou a atenção da mulher, pedindo para que não ficasse traficando por ali. Vanessa então iniciou uma discussão com a família. Em meio à briga, ela voltou até o carro, pegou um revólver, e disparou contra a funcionária pública, que foi atingia no rosto. Depois, a autônoma teria disparado na direção da cobradora, mas como ela segurava seu filho de 3 anos no colo, o marido entrou na frente, na tentativa de defende-la, e acabou sendo atingido no abdômen. A mulher voltou para o carro e fugiu.

As vítimas chegaram a ser socorridas pelo Samu, mas o funileiro não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada no hospital. A cunhada dele permaneceu internada para fazer uma cirurgia.

Quando chegaram ao endereço, os policiais conseguiram identificar Vanessa e foram até a casa dela e encontraram o portão da residência aberto. Os policiais entraram na casa em busca da mulher, mas ninguém foi localizado. Dentro de um dos quartos, no entanto, foi encontrada uma porção de cocaína e a quantia de R$1.751 em dinheiro, além de uma cardeneta contendo anotações de possíveis contabilidade de tráfico de drogas.

Vanessa foi localizada minutos depois, dentro do carro dela, desmaiada e com ferimentos nas mãos, nos braços e na região do peito. No veículo foi encontrado o revólver calibre 38 que ela usou para matar o funileiro, um telefone celular e um pedaço de madeira com várias manchas de sangue. A suspeita é de que ela tenha sido agredida por moradores do bairro que presenciaram o crime.

A mulher foi levada ao hospital, recebeu cuidados médicos e depois foi presa em flagrante por homicídio, tentativa de homicídio e tráfico de drogas, e encaminhada para Cadeia Feminina de Monte Mor.

Governo Federal quer o fim das unidades próprias do programa Farmácia Popular


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O Governo Federal vai modificar o modelo atual do programa Farmácia Popular. Uma das medidas que está sendo estudada é extinguir as unidades próprias, mantidas com recursos do Ministério da Saúde em parceria com os Estados e municípios. Com essa possibilidade serão mantidas apenas as redes de farmácias particulares credenciadas. Para justificar a mudança, o Governo Federal alega que o modelo de unidades próprias é dispendioso e pouco eficaz. Atualmente, são mantidas 423 unidades próprias de farmácias, distribuídas em 24 municípios. Para manter o sistema, foi desembolsado no ano passado R$ 90 milhões. Deste montante apenas , R$ 12 milhões envolveram efetivamente a compra de remédios, realizada e coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz. O restante foi usado para bancar a manutenção do sistema.

Nova fase da Lava Jato no RJ mira operadores financeiros do PMDB


Os operadores financeiros Jorge Luz e Bruno Luz, alvos da 38ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (23), teriam intermediado o pagamento de US$ 40 milhões no período de dez anos a agentes políticos, a maioria deles senadores, e diretores da Petrobras, segundo o MPF (Ministério Público Federal). Eles estão fora do país e são considerados foragidos, segundo a Polícia Federal. 

De acordo com a PF, os acusados são suspeitos de intermediar propina "de forma profissional e reiterada" na diretoria Internacional da Petrobras, com atuação também nas diretorias de Serviço e Abastecimento da estatal. 


Os mandados tiveram como base os depoimentos das delações premiadas, documentos que comprovam, segundo a força-tarefa, pontos apresentados nas delações, além de provas obtidas por intermédio de cooperação jurídica internacional. As delações apontam que os valores pagos variaram de US$ 300 mil a até US$ 6 milhões, segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, que integra a força-tarefa da Lava Jato, em entrevista a jornalistas. 

A PF estima que em um período de dez anos Luz foi responsável pelo repasse de US$ 40 milhões a agentes políticos e a diretores da Petrobras. "Em relação aos agentes políticos, são pessoas que ainda estão no cargo, gozando de foro privilegiado. Senadores principalmente. [Os delatores] sabem que foi destinado tanto para a bancada no Senado do partido e que era representada por um determinado senador. Em tese, seria esse senador que distribuiria entre os outros políticos", afirmou o procurador.

No primeiro depoimento ao juiz federal Sergio Moro como delator da Operação Lava Jato, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, acusou o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de envolvimento em irregularidades na contratação de navios-sonda da estatal.

Cerveró afirmou que Jorge Luz tinha sido "o operador que pagou US$ 6 milhões" referentes à sonda Petrobras 10.000, contratada junto à multinacional Samsung Heavy Industries. "Foi o Jorge Luz o encarregado de pagar o senador Renan Calheiros, o senador...", disse. O pagamento teria sido feito na contratação do navio-sonda, o que aconteceu em 2006.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Após acordo fracassado, ministro da Defesa faz apelo aos PMs grevistas do ES Comente


O ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez neste sábado (11) um apelo para que os policiais militares do Espírito Santo encerrem a greve que chega ao oitavo dia. "Fazemos um apelo a todos os bons policiais que honrem suas fardas, que honrem seu juramento e que venham para as ruas para defender o povo", afirmou em pronunciamento feito no 38º Batalhão de Infantaria do Exército, em Vila Velha, na região metropolitana de Vitória.

Ministro Raul Jungmann (à direita), ao lado do governador em exercício, Cesar Colnago

O pronunciamento fora anunciado como entrevista coletiva, mas o ministro se recusou a responder perguntas dos jornalistas. Jungmann disse que a região metropolitana começou a voltar à normalidade, com parte do sistema de transporte e das lojas funcionando, mas admitiu que o retorno dos PMs ao trabalho continua pendente.

Na noite de sexta-feira (11), o governo do Espírito Santo havia anunciado um acordo com associações que representam os policiais. O acordo previa a volta ao trabalho até as 7h de hoje, sem punições aos grevistas.

Os policiais militares, no entanto, mantiveram a paralisação. O ministro disse que o cabe ao governo estadual conduzir as negociações com os policiais. "Cabe ao governo do estado a coordenação das ações. Vamos dar apoio às decisões do governo do Estado."

O governador em exercício, Cesar Colnago, fez um rápido pronunciamento antes do ministro. Ele agradeceu o apoio do governo federal e disse que fará o necessário para resolver o problema da greve. Colnago e Jungmann têm uma reunião hoje.

Jungmann reconheceu que as reivindicações salariais dos policiais capixabas são justas, mas disse que a corporação tem o dever de proteger a sociedade. A greve levou a um aumento da criminalidade no Estado.

O ministro também afirmou que 3.130 homens da Força Nacional e das Forças Armadas foram enviados ao Espírito Santo, o que, segundo ele, proporcionaria um policiamento maior do que em dias normais. Ainda de acordo com Jungamann, as tropas ficarão no Estado pelo tempo necessário.

Os policiais que não retomaram as atividades estão sujeitos a indiciamento pelo crime militar de revolta, que leva a expulsão do militar e prevê pena de 8 a 20 anos de prisão. Setecentos e três policiais foram indiciados por revolta até ontem.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MP investiga venda de sepulturas em cemitério de Americana


O Ministério Público de Americana abriu um inquérito para investigar a venda de sepulturas no Cemitério da Saudade, no período de 2008 a 2014. O promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social, Sergio Claro Buonamici, publicou portaria no dia 3 deste mês, após receber uma cópia da investigação sobre o mesmo caso, conduzida no ano passado pela câmara municipal.

Através da portaria, é dado aos ex-administradores do campo santo 30 dias para prestar esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo supostos pagamentos feitos por empreiteiros aos ex-servidores comissionados. Os ex-administradores também são intimados a apresentar documentos que justifiquem os atos como gestores da unidade.

Os quatro envolvidos negaram ter participado de qualquer negociação de venda ou de terem recebido valores em espécie pelo comércio de sepulturas.

O Ministério Público ainda questiona quais medidas foram adotadas pela Prefeitura de Americana pós receber cópia do mesmo relatório produzido pelos vereadores da cidade.

O prazo legal é de 6 meses para o promotor avaliar as manifestações dos envolvidos, ouvir outras testemunhas e também decidir se apresenta ação judicial sobre o caso ou não.

Crise no ES: mais de 700 policiais são indiciados por revolta e governo fala em reconstruir PM “pedra sobre pedra”

De acordo com sindicato, ao menos 121 mortes violentas foram registradas no Estado em 7 dias.


O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, falou na manhã desta sexta-feira (10) sobre a crise que o estado enfrenta desde sábado (4), com a ausência de policiais militares nas ruas. Após mais de 10 horas de reunião com familiares de parentes de PMs e entidades que representam a classe, não houve acordo e as mulheres decidiram que não vão sair da frente dos batalhões do Estado. Garcia declarou que o objetivo do governo continua sendo "estabelecer a ordem e a segurança" e que irá reconstruir a Polícia Militar.

— É preciso que a gente construa uma nova PM, vai ser pedra sobre pedra. E vamos construir uma que não volte as costas para a sociedade. Esse movimento é inconstitucional e torna a sociedade refém da criminalidade tendo como pano de fundo interesses meramente coorporativos.

Além disso, o comandante geral da PM, coronel Nylton Rodrigues, informou que ao menos 703 policiais foram identificados e serão indiciados pelo crime de revolta — evolução do crime de motim — mas deixou claro que esse número deve ser maior.

— Todos [os casos] serão analisados pela corregedoria e encaminhados ao Ministério Público Militar. Quem for condenado com certeza será excluído.

Rodrigues defendeu os pedidos de melhoria para o PM, mas declarou que essa forma de reinvindicação é uma "insanidade" e pede para que policiais voltem às ruas e dialoguem com o governo. 

— Não se negocia com arma na cabeça.

Sobre a possibilidade de usar agentes das Forças Armadas e da Força Nacional para a desobstrução dos batalhões, Garcia informou que, nesse momento, o foco não será esse. 

— A prioridade é dar segurança para a população. A nossa frente hoje é dar segurança para a população. Não vamos pegar parte do efetivo para tirar mulher da frente de quartel. A possibilidade não está descartada, mas agora eles tem que estar em outras áreas.

O secretário disse ainda que irá solicitar mais agentes para reforçar a segurança e que pretende fazer com que os ônibus voltem a circular em breve. Desde segunda-feira (6), o transporte coletivo na Grande Vitória está irregular e os ônibus foram recolhidos das ruas. Garcia explicou também que um grupo especial da Polícia Civil está apurando os crimes ocorridos nesse período e que irá divulgar um balanço após a resolução da crise. 

De acordo com o Sindipol/ES (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Espírito Santo) ao menos 121 pessoas foram assassinadas no Estado desde o último sábado. Feito com base em dados do Ciodes (Centro Integrado Operacional de Defesa Social), o número considera as ocorrências até as 10h de hoje e inclui os homicídios no interior e na Grande Vitória.

Liminar proíbe apreensão de veículos do aplicativo Uber em Campinas, SP

Emdec, responsável pelo trânsito, afirmou que cumprirá determinação. O prefeito Jonas Donizette anunciou objetivo de regularizar o transporte.

Fonte: EPTV Campinas

Um mandado de segurança concedido pela 2ª Vara da Fazenda Pública proíbe a apreensão de veículos de transporte individual Uber em Campinas (SP) pelas autoridades de fiscalização de trânsito.

A decisão em favor do Uber do Brasil Tecnologia Ltda foi proferida pelo juiz da 2ª Vara, Wagner Roby Gidaro, no dia 8 de fevereiro. No despacho ele determinou que a Prefeitura não mais faça apreensões de veículos do aplicativo Uber.

Emdec apreende os primeiros carros do Uber em operação em Campinas (Foto: Divulgação / Emdec)

" Posto isso, ressalvado meu entendimento, curvo-me ao quanto decidido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para deferir a liminar e determinar a autoridade impetrada que se abstenha de praticar quaisquer atos ou medidas, com o fundamento no suposto exercício de transporte irregular, clandestino ou ilegal de passageiros", escreveu o magistrado.

O que diz a Emdec

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou, por meio de nota, que não foi notificada sobre a decisão da Justiça de não apreender mais veículos da Uber. Porém, a empresa informou que cumprirá a determinação da 2ª Vara da Fazenda Pública.

“A Emdec age de acordo com as leis e em estrita observância às determinações da Justiça. As liminares obtidas por motoristas parceiros do Uber para realizar esse transporte foram notificadas à fiscalização e devidamente acatadas. Não será diferente quanto à liminar em questão”, descreveu o órgão municipal em nota.

Na mesma nota, a empresa de trânsito reassalta que em respeito ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e à Lei Municipal 13.775, de 12 de janeiro de 2010, é considerado irregular qualquer transporte individual remunerado de passageiros realizado sem autorização do Poder Público em Campinas.

Entre os meses de abril e dezembro de 2016 cerca de 200 veículos de transporte não autorizados [não necessariamente Uber] foram apreendidos na cidade, segundo a Emdec. A multa pode chegar a R$ 3,1 mil.

Legislação

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), afirmou no dia 2 de fevereiro que os serviços de transporte individual por aplicativos como o Uber serão regulamentados e, que para isso, a Secretaria de Transportes trabalha na elaboração de um projeto, que deverá ser entregue ao Legislativo ainda neste mês.

"A população acabou acolhendo esse tipo de serviço, então não vamos proibir, mas vamos regulamentar. Vamos criar condições para que os dois (taxistas e motoristas privados) possam trabalhar", alegou o chefe do Executivo ao anunciar a medida no dia 2.

Jonas destacou ainda que as condições estão sendo discutidas, mas que elas, certamente, passarão por cadastramento na Prefeitura e equacionamento do número de carros. "Haverá recolhimento de impostos, quantidade de veículos [...] coisas que possam gerar um equilíbrio de mercado", explicou.

O prefeito disse também que para que os aplicativos sejam regulamentados, é necessário criar uma legislação municipal, por isso, o projeto será encaminhado à Câmara. "Assim que o secretário falar que o projeto está pronto para ser enviado à Câmara, nós vamos enviar e aí haverá o debate", afirmou.

Taxistas

Uma resolução publicada pela Prefeitura de Campinas , na segunda-feira (6), estabelece uma série de "condutas" e recomendações sobre roupas que os taxistas devem se adequar até junho, incluindo barba feita ou aparada para homens e, no caso das mulheres, veto ao uso de "camisa com botões abertos de modo a propiciar decotes profundos". A medida, criada para fazer frente aos serviços por aplicativos, incluindo da Uber, gerou críticas de parte da categoria.

Taxista há 23 anos, Sakamoto sempre buscou trabalhar de forma apresentável (Foto: Murillo Gomes/G1)

O texto publicado em Diário Oficial, composto por 12 artigos, estabelece que permissionários e auxiliares devem usar as seguintes vestimentas no trabalho: camisa social lisa, manga curta ou longa, na cor branca; calça social cor preta, para homens; calça social cor preta ou saia cor preta, abaixo do joelho, para mulheres; sapato social na cor preta, para homens; sapato social ou sapatilha na cor preta para mulheres; cinto social na cor preta; blazer ou paletó na cor preta.

Osmar Massao Sakamoto é taxista há 23 anos e afirma que trabalhar "de forma apresentável" sempre fez parte da profissão. “Nunca teve a exigência de você padronizar uma roupa”, ressalta. A Prefeitura, entretanto, defende permanente busca por qualificação e que o "uniforme" permite ao usuários fácil reconhecimento dos prestadores de serviço, "reforçando profissionalismo".

Em outro trecho, a resolução assinada pelo secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, proíbe o motorista de usar touca, capuz, boné ou boina quando estiver dirigindo; peças de vestuário cortadas, rasgadas, manchadas, descoloridas ou que se mostrem sujas ou com odores. Além disso, exige que o profissional mantenha as unhas limpas e arrumadas, use sapatos limpos, engraxados e conservados, e também use sempre cinto afivelado.



Espírito Santo soma 121 mortes em 7 dias sem PM nas ruas, diz sindicato

São 170 veículos roubados e comércio tem prejuízo de R$ 300 milhões. Mulheres ocupam as frentes dos batalhões, impedindo a saída dos PMs.




A crise na segurança pública chega ao 7º dia e o Espírito Santo continua sem policiais. Uma onda de violência deixou 121 mortos até as 10h desta sexta-feira (10), segundo o Sindicato dos Políciais Civis do Espírito Santo (Sindipol). Desde o início da crise, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-ES) não divulga números de homicídios.

Reunião de 10h termina sem acordo entre mulheres de PMs e Governo (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)


Na madrugada desta sexta, as mulheres de PMs não entraram em acordo governo do estado e seguem ocupando a frente dos batalhões, no estado, impedindo a saída do PMs. Mais de 1700 homens das Forças Armadas e Nacional estão nas ruas e, segundo o Exército, serão 3000 até fim de semana.

A Federação do Comércio atualizou os números do prejuízo com a crise. E, até esta sexta-feira, o prejuízo com o comércio fechado desde segunda-feira (6), chega a R$ 300 milhões. Mais de 300 lojas foram saqueadas no estado, sendo 200 só na Grande Vitória. O presidente da Federação, José Lino Sepulcri acredita que 20% das lojas abriram nesta sexta-feira na Grande Vitória.

Desde a saída dos PMs das ruas, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Vitória contabiliza mais de 170 veículos roubados. Só na segunda-feira (6), foram abertas mais de 200 ocorrências nesta delegacia. Nesta sexta-feira, policiais civis participam de uma megaoperação para recuperar carros que foram roubados e estão abandonados na região metropolitana.

Policiais civis fazem operação para recuperar carros roubados na Grande Vitória (Foto: Divulgação/ PC-ES)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Após morte de sindicalista e ameaças, ônibus param de circular na Grande Vitória


Desde segunda-feira (6), ônibus têm sido alvo de ataques de criminosos na Grande VitóriaO Sindicato dos Rodoviários de Vitória determinou que todos os ônibus na região metropolitana retornassem aos terminais e informou que o serviço será paralisado por tempo indeterminado devido à falta de segurança.

Segundo o presidente do sindicato da capital, Edson Bastos, nesta quinta-feira (9) o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (cidade litorânea a 54 km de Vitória), Wallace Barão, foi encontrado morto com um tiro em Vila Velha, na região metropolitana, e diversos motoristas foram ameaçados.

"A gente tentou, mas não tem como trabalharmos dessa forma. Mataram o Barão, ameaçaram colocar fogo em ônibus, só voltamos quando for realmente seguro transitar", afirmou.

De acordo com Bastos, o sindicalista foi encontrado morto em seu carro por volta das 6h. Depois, homens armados ameaçaram incendiar um coletivo no centro de Vitória, caso os ônibus não retornassem para as garagens.

No bairro de Laranjeiras, na cidade de Serra, um homem vestido de preto teria mostrado uma arma para o motorista, diz Bastos. "Estamos recolhendo tudo." As empresas chegaram a postar nas redes sociais comunicados informando a paralisação da circulação.

Os passageiros que já haviam embarcado estão sendo levados de volta aos terminais. Em alguns deles, há militares do Exército fazendo a segurança.

O vendedor Airton Amaral Santos planejava retomar sua rotina nesta quinta-feira, mas, ao chegar ao terminal de ônibus de Vila Velha, encontrou os ônibus voltando e desistiu. "Dependo de ônibus, ia fazer cobranças, mas não tem como", diz. Ele conta que, como mora sozinho em Vitória, desde segunda está "sitiado" na casa do irmão, em Vila Velha.

"Ouvi tiroteios perto da minha casa na segunda, fugi com a minha gata para o meu irmão. Estamos os dois sitiados com ele."
Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais.

Desde segunda-feira (6), o movimento é considerado ilegal pela Justiça do Espírito Santo porque ele caracteriza uma tentativa de greve, o que é proibidio pela Constituição. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia pelo descumprimento da lei.

A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. Segundo a associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento real, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.

A SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social) contesta as informações passadas pela associação. Segundo a pasta, o governo do Espírito Santo concedeu um reajuste de 38,85% nos últimos sete anos a todos os militares e a folha de pagamento da corporação teve um acréscimo de 46% nos últimos cinco anos.

Na noite de quarta-feira (8), integrantes do governo reuniram-se com representantes do movimento de familiares, que apresentou uma pauta de reivindicações --anistia geral para todos os policiais e 100% de aumento para toda a categoria-- e uma nova reunião, com a presença do governador César Calnago (PSDB), foi marcada para esta quinta-feira (9).

Em função da morte de um agente, os policiais civis também paralisaram os seus serviços na quarta. Eles devem decidir se entrarão em greve hoje, em assembleia conjunta com os agentes penitenciários.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Homem mata ex-sogro após discussão

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Sem PMs nas ruas, Espírito Santo registra 87 mortes, diz sindicato

Policiais seguem sem sair dos batalhões e crise chega ao 5º dia. Até agora, governo não divulgou número de mortes no período.


Os protestos que impedem o policiamento no Espírito Santo chegam ao 5º dia, e o estado já registrou 87 mortes violentas, segundo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) ainda não tem um balanço.

Nesta quarta-feira (8), os ônibus não circulam na Grande Vitória. Escolas e faculdades estão fechadas, postos de saúde e prefeituras não terão atendimento. Alguns bancos e shoppings também não estão funcionando.

Famílias de PMs fazem manifestações bloqueando as portas de batalhões. Elas pedem reajuste salarial para a categoria, que é proibida de fazer greve. Sem todo o efetivo da PM nas ruas, o estado vive uma onda de violência com mortes, saques e assaltos.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Lei que presenteia telefônicas com patrimônio pode ser sancionada a qualquer momento

O Senado enfrenta o Supremo Tribunal Federal e não retira do Executivo o projeto que altera a lei das telecomunicações. O presidente Michel Temer, tem até o dia 20 de fevereiro para decidir o que fazer para impedir o escândalo das Teles. O texto prevê a anistia de multas de quase R$ 20 bilhões que as operadoras receberam por falhas na prestação de serviço e doação do patrimônio de mais R$ 80 bilhões relativo à telefonia, como redes de cabos, torres e até imóveis.


Alckmin sofre nova derrota nas tarifas de transporte


O governo Geraldo Alckmin (PSDB) sofreu mais uma derrota judicial em sua tentativa de aumentar o valor de tarifas de integração de ônibus e metrô, de criar taxas de acesso a terminais de ônibus e de reajustar as tarifas de ônibus intermunicipais. Ele havia recorrido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a decisão foi pela não aceitação de seu pedido.

Alckmin havia buscado recurso em Brasília para tentar reverter quatro decisões da Justiça paulista que o impediram de fazer os aumentos, que previam a manutenção da tarifa básica de metrôs e trens a R$ 3,80, em sintonia com seu afilhado político, João Doria (PSDB), que teve no congelamento da passagem de ônibus uma de suas principais bandeiras durante a eleição.

GOVERNADOR ALCKMIN ASSINA TERMO DE CESSAO TEMPORARIA PARA AJUDAR NO ABASTECIMENTO DA PARAIBA E PERNAMBUCO – SAO PAULO – 26/12/2016

O governo havia ingressado pedido de suspensão de liminar e de sentença contra o Tribunal de Justiça de São Paulo, alegando um prejuízo projetado em cerca de R$ 400 milhões neste ano caso a proibição de aumentar as passagens fosse mantida e que a decisão ignoraria índices contratuais de reajustes de concessões – no caso dos ônibus intermunicipais, administrados pela Empresa Metropolitana da Transportes Urbanos (EMTU).

O ministro do STJ Humberto Martins, vice-presidente do tribunal, no exercício da Presidência, transcreveu as decisões já tomadas pelo TJ de São Paulo ao negar o pedido. “Não identifico nenhuma violação jurídica nas conclusões da Corte local”, escreveu o ministro. A decisão é do dia 25.

“Noto que o fundamento para a concessão da liminar foi mantido na decisão que negou o pedido de suspensão”, afirma o ministro. “O presidente do Tribunal de origem firmou claramente que o aumento não estava devidamente justificado, pois os documentos juntados aos autos não explicariam de forma suficiente as razões da majoração. Principalmente, o ponto nodal seria a diferença de aumento em prol de um conjunto de usuários em detrimento de outros”, continuou.

A proposta de Alckmin tornava mais cara a tarifa integrada, usada por quem mora mais distante do centro e precisa usar mais de uma condução para fazer sua viagem, em troca da garantia do preço congelado para os cidadão que moram mais perto do local de trabalho e precisam de uma única condução.

As decisões que impediram esse reajuste partiram de uma representação judicial apresentada pela bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado. “O governo Alckmin deveria agir com respeito perante o povo de São Paulo e honrar a palavra que deu de que não aumentaria a tarifa do transporte público”, disse o deputado estadual Alencar Santana (PT). “Mais uma vez, ele perde na Justiça, agora em Brasília. Sinal de que, de fato, o aumento não tem amparo legal”, completou.

A reportagem procurou o Palácio dos Bandeirantes para comentar a decisão, mas ainda não teve resposta.

Ladrões de carga são presos em casas de luxo em Jundiaí

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Estados Unidos anuncia nova rodada de sanções contra o Irã

O embargo americano inclui 13 pessoas e 12 empresas iranianas, que tiveram envolvimento com o teste de um míssil, no último domingo (29). Em resposta, o Irã deixou claro que também vai impor restrições aos Estados Unidos



Unimed demite médico que fez comentários sobre Marisa Letícia


SÃO PAULO - A Unimed de São Roque, no interior de São Paulo, decidiu demitir nesta sexta-feira, 3, um dos médicos suspeitos de fazer comentários agressivos em redes sociais sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu na tarde de sexta. Segundo a cooperativa, o neurocirurgião R.F.E. era terceirizado no hospital próprio da empresa na cidade, por meio de um contrato de prestação de serviços que "está em vias de ser rescindido".

De acordo com reportagem do jornal O Globo, o médico teria feito as ofensas a Marisa Letícia em um grupo de whatsapp formado por médicos, onde foram compartilhados exames sigilosos da ex-primeira-dama.

Unimed demite médico que fez comentários sobre Marisa Letícia: A ex-primeira-dama Marisa Letícia no Palácio do Planalto em 2006

"Esses fdp vão embolizar ainda por cima", escreveu ele, em referência ao procedimento de provocar o fechamento de um vaso sanguíneo para diminuir o fluxo de sangue em determinado local. "Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela."

Os exames sobre os quais o médico fazia referência são aqueles que foram vazados pela médica Gabriela Munhoz, que teria divulgado detalhes sobre diagnóstico da ex-primeira-dama em um grupo de colegas no WhatsApp. Ela foi demitida do Hospital Sírio-Libanês nesta quinta-feira, 2.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu uma sindicância para a apurar se houve violação ao Código de Ética por parte dos profissionais ou participação de médicos em supostas ofensas contra a mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Casal do "fusca" é detido por tráfico de drogas

Fonte: TVB Record - Balanço Geral

Com prisões de Eike e Cabral e novos inquéritos, Rio vira foco da Lava Jato Comente


A prisão do servidor Ary Ferreira Filho, operador do esquema de corrupção chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)não deixa espaço para dúvidas: de todos os "filhotes" gerados pela Operação Lava Jato em Curitiba, nenhum tem dado mais frutos do que os inquéritos conduzidos no Rio de Janeiro.

São chamados de "operações filhotes" os processos abertos em outros Estados, a partir das descobertas das investigações iniciadas em 2014 na capital paranaense sobre casos de corrupção na Petrobras.

Eike Batista chega à sede da PF no Rio para prestar depoimento na última terça-feira

"É natural que aconteça um desdobramento da Lava Jato com 'filhotes' da operação por todo o país", afirmou em entrevista ao UOL o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

Investigadores e advogados afirmaram à reportagem que os inquéritos abertos no Rio somados às informações contidas nas delações de empreiteiras, a exemplo das realizadas pelos 77 executivos da Odebrecht, vão tornar a capital fluminense protagonista da Lava Jato durante o ano de 2017. 

Os desdobramentos no flanco carioca resultaram também nas prisões do próprio Cabral, de sua atual mulher, a advogada Adriana Ancelmo, e do empresário Eike Batista, dentre outras pessoas.

"A equipe da PF e do MPF avançaram suas investigações sobre o esquema no Rio, a partir do material recebido de Curitiba, mais do que em outros Estados", confidenciou um delegado federal que atua na Lava Jato em Curitiba.

Advogados negociam parcerias

 

"O esquema revelado em Curitiba mostra, mais do que qualquer outra coisa, uma tentativa de manter partidos no poder. Já no Rio o esquema é de corrupção pura e simplesmente, marcado pela ganância e despudor em relação ao trato com o dinheiro público", diz um dos advogados mais atuantes nos processos da operação, sob a condição de ter sua identidade preservada.

Uma das consequências do maior destaque do Rio no âmbito da Lava Jato é o fato de que criminalistas curitibanos e cariocas negociarem parcerias para uma atuação conjunta nos casos da Lava Jato nas duas cidades. "Tenho muitos clientes de Curitiba e no Rio e muitos advogados estão me procurando para propor parcerias", diz um criminalista do Rio, que também pediu para que seu nome fosse preservado.

Outro fato exemplar dessa ponte "Curitiba-Rio" é a abertura de uma filial carioca do escritório do advogado curitibano Antonio Figueiredo Basto. "Estamos estudando isso. Acredito que até março deve estar ok", afirma Basto. "Temos muitos clientes no Rio. Facilita o trabalho", explica.

Figueiredo Basto é o advogado que tem como clientes vários delatores de destaque na Lava Jato: o doleiro Alberto Yousseff, o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, entre outros. Ele ainda negocia com o MPF a delação Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, atualmente preso.

Juiz linha dura

 

Outro dado importante para o avanço da Lava Jato no Rio é a atuação do juiz federal Marcelo Bretas, considerado por muitos ainda mais "linha dura" do que Sergio Moro, responsável por julgar as ações penais da operação em primeira instância na 13ª Vara Federal de Curitiba.

Tido como sério, severo e discreto, Bretas decretou as prisões de Cabral e Eike e outros acusados. Em outro processo ligado à Lava Jato, Bretas condenou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão - uma pena muito mais dura que as de Moro, que condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a 23 anos de cadeia.

Esquema de segurança é montado para audiência de El Chapo em Nova York

A polícia montou um forte esquema de segurança para a audiência, em Nova York, de um dos maiores traficantes de drogas do mundo, o El Chapo. Um comboio de oito carros, com batedores e acompanhado do alto por um helicóptero da polícia seguiu o veículo, em que estava o criminoso.