PF abre operação contra fraude em registros sindicais
O ex-deputado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, pivô do
escândalo do Mensalão do PT, é alvo de busca e apreensão da operação
Operação Registro Espúrio. Deflagrada na manhã desta quarta-feira, 30, a
operação mira uma suposta organização criminosa a atuar na concessão
fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.
© Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Além
de Jefferson, são alvos de busca os gabinetes dos deputados Jovair
Arantes (PTB), Paulinho da Força (Solidariedade) e Wilson Filho (PTB). A
sede da Força Sindical também é alvo da ação da PF. Todos seriam
integrantes do núcleo político da suposta organização criminosa que
atuava na pasta.
A operação é resultado de uma investigação da PF e
foi solicitada ao ministro Edson Fachin pela procuradora-geral da
República Raquel Dodge.
A PF, diz nota da PGR, identificou ao
longo de um ano de investigação a existência de um esquema criminoso
estruturado em cinco núcleos de atuação: administrativo, político,
sindical, captador e financeiro.
“Também são mencionados, como
exemplo, das fraudes, pagamentos que envolviam valores que chegaram a R$
4 milhões pela liberação de um único registro sindical. Desde 2017,
parte dos integrantes do grupo criminoso responde a uma ação por
improbidade administrativa em andamento na Justiça Federal, em
Brasília”, diz a nota.
Núcleos
De acordo
com a apuração da PF, o núcleo administrativo era formado por 10
servidores do ministério utilizados para viabilizar as fraudes que
incluíam o desrespeito à ordem cronológica dos requerimentos e o
direcionamento dos resultados dos pedidos.
O núcleo político, por
sua vez, era formado por parlamentares e ex-parlamentares que atuavam
indicando e mantendo em cargos estratégicos da Secretaria de Relações do
Trabalho do MTE os servidores que faziam parte do esquema. O núcleo
sindical ia responsável pelo contato com os funcionários públicos
encarregados de operacionalizar as fraudes.
“O quatro segmento
identificado pelos investigadores era o captador: lobistas e advogados
que faziam a intermediação entre os sindicados interessados em registros
com os demais integrantes da organização criminosa. O esquema se
completava com a atuação do núcleo financeiro que viabilizava os
pagamentos (das entidades sindicais para os envolvidos) por meio da
simulação de contratos fictícios de trabalho”, diz a PGR.
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