sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Trator movido a dinheiro atropela o poder de Nobre no Palmeiras


Um trator está atropelando o poder de Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras. Atende pelo nome de Leila Pereira, 52 anos e candidata ao Conselho na eleição do dia 11. Em torno dela, juntaram-se figuras importantes do clube, como oe ex-presidentes Mustafá Contursi, Luiz Gonzaga Belluzzo e o ex-ministro Aldo Rebelo. É a ''chapa do Mustafá'', que vai se aproveitar muito da votação conseguida por Leila, já que a votação é proporcional. Paulo Nobre vai ficar tão isolado, que dificilmente poderá se candidatar daqui a dois anos, no final do mandato de Maurício Galiotte.

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O trator Leila é movido a dinheiro, muito dinheiro. Ela é dona da Faculdade das Américas e de mais 11 empresas, que têm um capital acumulado de R$ 2,1 bilhões. As empresa são Sociedade Educacional das Américas S/A (nome da razão social da Faculdade das Américas), Adobe Assessoria de Serviços Cadastrais S/A, Crefipar Participações e Empreendimentos S/A, Borgia Participações e Empreendimentos S/A, Sedona Cobrança e Assessoria S/A, Panda Agência de Publicidade e Propaganda S/A, Agropecuária Arauc S/A, Bamércio Factoring Sociedade de Fomento Comercial S/A, R.L. Participação e Empreendimentos Comerciais S/A, CNV – Empreendimentos Imobiliários S/A, City Táxi Aéreo Ltda e Bamércio S/A Previdência Privada.

Ela também é dona da Crefisa, com capital acumulado de R$ 1 bilhão. Os dados são do Diario do Grande ABC.

O sonho de ser presidente do Palmeiras pode se realizar apenas daqui a oito anos, depois de cumprir dois mandatos de conselheira. Mas sua candidatura é eivada de suspeitas. Ela chegou a dar entrevista no ano passado, dizendo que não é sócia do clube, mas conseguiu passar por cima disso, graças a Mustafá, que avalizou sua candidatura, garantido que ela é socia benemérita desde os anos 90. O marido de Leila, José Roberto Lammachia é sócio desde 1955.

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Para impulsionar sua candidatura, Leila, conforme mostram os trepidantes Danilo Lavieri e José Edgar Mattos, conseguiu R$ 1,3 milhão para o carnaval da Mancha Verde, pela Lei Rouanet. No ano passado, já havia doado R$ 250 mil aos sambistas.

Um dos grandes acertos de Paulo Nobre foi afastar-se das torcidas organizadas. Um avanço que deveria ser seguido por outros dirigentes. Agora, vem o retrocesso. Ganhar eleição com dinheiro jorrando – ela bancou a contratação de Guerra e os salários de Barrios – e com a adesão nem um pouco desinteressada da Mancha – é como criar um poder paralelo no Conselho. Sua votação que será extraordinária a levará a tentar antecipar o poder que só poderá exercer de verdade daqui a oito anos. Galiotte, que a apoia agora, poderá sofrer brevemente.

Uma luta de dois milionários – Nobre e Leila – só pode fazer bem a curto prazo a um clube. Mais para frente, poderá trazer de volta a luta fratricida que sempre fez muito mal ao Palmeiras.

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