quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Justiça de Campinas condena cinco investigadores da polícia


A Justiça de Campinas condenou cinco investigadores do 2º DP (Distrito Policial) da cidade a dez anos de prisão em regime fechado, além da imposição de perda do cargo, sem possibilidade de recurso em liberdade, segundo o MPE (Ministério Público Estadual). O processo corre em segredo de Justiça. Eles são acusados de corrupção e associação para favorecer criminosos. Além deles, três advogados foram condenados pela prática de crimes de corrupção ativa, coação no curso do processo e favorecimento pessoal.

O processo teve início em operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em conjunto com a 2ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil de Campinas, quando foram apreendidos nas casas dos réus R$ 415 mil e carregadores de fuzis. O grupo foi preso em abril de 2016 por corrupção, coação e formação de quadrilha.

Nas investigações, os objetos foram relacionados aos crimes de roubo e tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) contra a empresa de segurança Protege, em Campinas, em março de 2016, segundo a Promotoria. A investigação sobre o crime estava, justamente, a cargo dos acusados.

A denúncia imputou aos policiais os crimes de associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo. Ao final, a sentença condenou todos os policiais por todos os crimes apontados na inicial acusatória. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado informa que os agentes permanecem presos no Presídio Especial da Polícia Civil e respondem a Procedimento Administrativo Disciplinar. A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos policiais.

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