sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Câmara de Americana é palco de novo protesto



"Déjà vu". Quem compareceu às duas sessões da Câmara de Americana deste ano pode ter tido a sensação de já ter visto na primeira reunião o que ocorreu durante a plenária de ontem. Assim como na semana passada, moradores e servidores protestaram contra fechamento de unidades de Educação e de Saúde, além de pedir o cancelamento do processo de demissão dos probatórios concursados do Executivo. Desta vez, no entanto, a prefeitura afirmou que um dos motivos do ato é um boato.

Também como na última quinta-feira, a pauta da sessão foi curtíssima. Se na semana passada os parlamentares foram interrompidos pelos manifestantes e não conseguiram conduzir as votações, desta vez o protesto começou após o adiamento dos dois únicos projetos que seriam votados.

Um grupo de 40 pessoas compareceu ao plenário e protestou contra suposta redução no horário da creche do Jardim dos Lírios e do Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) do Cidade Jardim. Mães e filhos levaram cartazes cobrando uma atitude dos vereadores alegando que foram informadas pelas professoras que as unidades atenderiam apenas meio período, sendo que elas teriam ouvido da secretária de Educação, Juçara Pastorelli, que as duas unidades funcionariam em tempo integral.

Na tentativa de ser ouvido e pedir silêncio, o vereador Marco Antonio Alves Jorge, o Kim (PMDB), afirmou que "havia tempo de ouvir e tempo de falar" e que o que estava ocorrendo era uma "assembleia de fundo de quintal". A fala irritou o grupo, que passou a atacar o parlamentar. "Você não é homem, não honra as calças que veste (...) Foi pedir voto no forró e depois vem falar que 'nóis' é fundo de quintal", gritava uma das manifestantes ao final da sessão. O grupo prometeu voltar na próxima quinta-feira ao Legislativo.

NEGADO

A secretária de Educação desmentiu a informação e garantiu que as duas unidades permanecerão atendendo em período integral, das 7h às 16h. "Não procede (essa redução no horário). O que comunicamos aos gestores de escola era a possibilidade de não conseguirmos fechar as atribuições, mas conseguimos e está mantido (...) Em nenhum momento falamos que iria virar meio período", ressaltou.

Juçara não quis comentar possíveis mudanças nas atribuições dos professores caso haja as 90 demissões de probatórios na Educação, cogitada pela prefeitura. Ela afirmou, no entanto, que a secretaria estuda a contratação de "pessoal de apoio" para auxiliar as atividades pedagógicas nas creches do município.
"Não é terceirização dos professores. Isso não é permitido por lei. O que eu estou pedindo desde novembro do ano passado é contratar pessoas com formação no Ensino Médio para o 'apoio'". Já o prefeito de Americana, Omar Najar (PMDB), lamentou o protesto "com base em boatos", como ele mesmo ressaltou.
"Isso é adversários que perderam a eleição e agora vêm fazer boatos", acusou.

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