sábado, 28 de janeiro de 2017

Governo de SP confirma morte de paciente de Paulínia por febre amarela


Secretaria afirma que mulher de 47 anos foi infectada por vírus em Minas. Número de óbitos no estado subiu para seis; caso suspeito foi descartado.

O governo do estado confirmou nesta sexta-feira (27) que a morte de uma moradora de Paulínia (SP), foi provocada por febre amarela. Segundo a Secretaria da Saúde, o caso é importado e a vítima de 47 anos foi infectada pelo vírus em Minas Gerais. Além disso, a pasta contabilizou outros três registros e o total de óbitos em São Paulo chega a seis.

O marido da vitima, que é professora, explicou ao G1 que o casal havia visitado o município de Delfinópolis (MG), próximo da Serra da Canastra, entre os dias 4 e 11 de janeiro. Eles voltaram para Paulínia assim que a vítima começou a sentir os sintomas da doença.

Em relação à sobrinha da vítima, a suspeita de contágio foi descartada pela Prefeitura nesta tarde. A mulher de 32 anos foi atendida e já recebeu alta, explicou à reportagem.

Ela morreu terça-feira (24), no Hospital de Clínicas da Unicamp. Ela ficou duas semanas internada na unidade médica, segundo o marido dela. "Ela sentiu enjoo, febre alta, calafrios e vômito. O quadro evoluiu rápido. Havia a necessidade de transplante de fígado", falou o marido.

Número de óbitos em SP

De acordo com a Secretaria de Saúde, além do caso importado de Paulínia, nesta sexta foram confirmados mais três óbitos óbitos por febre amarela silvestre importada, incluindo duas notificações na capital e uma em Santana do Parnaíba. Todas as infecções foram em Minas.

Antes disso, o estado já havia contabilizado duas mortes em casos autóctones, portanto, a infecção ocorreu em São Paulo - um dos óbitos foi em Américo Brasiliense, e outro em Batatais.

"Há em análise ainda 17 casos de pessoas que foram ou estão sendo tratadas por suspeita de febre amarela silvestre. Dessas, apenas quatro são do interior do estado. As demais são dos estados de Minas Gerais, Pará e Amazonas", informa texto da assessoria da Saúde.

Vacinação

Nesta semana, o secretário de Saúde em Paulínia, George Burlandy, defendeu que moradores da região tenham cautela na busca pela vacina contra a febre amarela.

"A única preocupação do cidadão é se ele for viajar às áreas endêmicas ou matas, por zelo. Graças a Deus não existem casos de febre amarela urbana, todos são silvestre."

O G1 apurou que a busca pela dose movimenta postos e clínicas particulares na região de Campinas (SP). Neste mês, a procura aumentou até 1.127%, no comparativo com 2016.

Embora a febre amarela não seja registrada em meios urbanos desde 1942 no Brasil, o vírus nunca deixou de circular em matas. Os primeiros casos de 2017 foram registrados em Minas.

Deve tomar a vacina contra a febre amarela: morador de município com o vírus circulando ou visitante desses lugares, dez dias antes de viajar.

Não devem tomar a vacina: grávidas, crianças com menos de seis meses, alérgicos a ovos e pessoas que vivem em áreas sem registro do vírus. Consultar um médico antes de tomar a dose: pessoas com mais de 60 anos.

Sintomas da febre amarela: febre alta, pele e olho amarelos (o vírus lesiona o fígado) e hemorragia. Não pode tomar remédios a base de ácido acetilsalicílico.

Cuidados

A Prefeitura de Paulínia informou, em nota, que tomou todas as medidas protocolares para prevenção no município."A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) está realizando procedimento de nebulização na região do bairro Patropi [onde residia a professora]."

O mosquito Aedes aegypti também é vetor de doenças como dengue e chikungunya.

 

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