sábado, 28 de janeiro de 2017

Após 106 dias, médicos de Sumaré aceitam proposta e encerram greve

Sindicato e Prefeitura chegaram a um acordo na noite de sexta-feira (27). Profissionais cruzaram os braços por atrasos de salários em outubro. 

Fonte: EPTV Campinas

Os médicos que atuam na UPA do Jardim Macarenko e no Pronto Atendimento do Matão, em Sumaré, decidiram, na noite de sexta-feira (27), encerrar a greve que durou 106 dias por falta de salários. De acordo com o sindicato que representa a categoria, o acordo com o Executivo prevê que os vencimentos atrasados de dezembro sejam pagos no dia 10 de fevereiro, enquanto os benefícios de janeiro vão ser quitados no dia 20 do mesmo mês.  O atendimento será normalizado a partir da próxima quarta-feira (1), de acordo com a entidade.

Já os salários que estavam atrasados desde setembro serão pagos pela atual administração em três vezes cada mês, até que a dívida seja totalmente quitada. De acordo com a Prefeitura, apesar de os trabalhos só serem retomados 100% na quarta-feira, a partir de segunda (30) os médicos vão atender “todos os moradores que receberem classificação de risco vermelha ou amarela”.

No dia 19 de janeiro, a Prefeitura de Sumaré decretou uma intervenção no contrato da Pró-Saúde, organização social responsável pela gestão da UPA do Jardim Macarenko e do Pronto Atendimento do Matão. A entidade informou, em nota oficial, que a intervenção promovida foi "ilegal" e que o cumprimento do acordo feito na sexta-feira depende "exclusivamente" da administração.

Greve
 
A greve dos médicos de Sumaré começou no dia 14 de outubro. No dia 11 de janeiro, a Pró-Saúde chegou a registrar um boletim de ocorrência contra a Prefeitura para cobrar uma dívida de R$ 10 milhões por descumprimento de acordo.

Após o início da greve, a Justiça notificou a Pró Saúde e determinou que o serviço fosse retomado. No entanto, a decisão foi descumprida à época e os profissionais permaneceram em greve. A manifestação dos médicos causou reflexos no atendimento do município, sobrecarga no Hospital Estadual de Sumaré, além de afetar as unidades de saúde de Paulínia.

Durante o período de greve, o G1 obteve, com exclusividade, acesso a um relatório do Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo (Cremesp) que relata o abandono na UPA.

De acordo com o sindicato, os atrasos nos salários prejudicou 150 profissionais. Além de gerenciar integralmente a UPA do Jardim Macarenko e o Pronto Atendimento (PA) do Matão, a Pró Saúde fornece serviços médicos de urgência e emergência para mais três PA's da rede e, eventualmente, serviços de médicos especialistas para outras unidades.

 

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