quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Ganem pede a cassação de Gaspar em Indaiatuba


Candidato derrotado nas eleições de Indaiatuba, Bruno Ganem (PV) pediu a cassação da candidatura do prefeito eleito, Nilson Gaspar, do vice, Tulio Tomass, e do vereador eleito Jorge Luis Lepinsk, ambos do PMDB, sob acusação de abuso de poder econômico, político, religioso e uso indevido dos meios de comunicação. Ele ainda pede a inelegibilidade do atual secretário de Governo, Carlos Bargas, de um candidato a vereador pelo PP e de um pastor evangélico por supostas participações nas ações de abuso de poder. 
 
Ganem afirma que o vereador eleito Lepinsk, conhecido como Pepo, era assessor da Secretaria de Habitação e usou o cargo para coagir e pressionar moradores de conjuntos habitacionais do bairro Campo Bonito a votar em Gaspar e Túlio.
 
Segundo Ganem, Pepo ameaçava os moradores dizendo que quem não votasse na chapa do PMDB perderia o imóvel por inadimplência ou seria até mesmo assassinado. Gravações com as supostas ameaças foram anexadas na ação. "Nóis (sic) vamo matar, mijar na cabeça, tomar apartamento de quem tiver contra a administração nossa", aponta uma das transcrições dessas gravações.
 
Sobre o abuso de poder religioso, o candidato do PV alega que Gaspar tinha "posição privilegiada no espaço interno" de nove templos evangélicos da cidade e "usava da palavra para pedir votos e apoio dos fiéis, além de receber orações e pedidos de votos dos pastores". Ele anexou gravações que supostamente mostram pronunciamentos de Gaspar nos cultos.
 
Ganem ainda afirma que a coligação do PMDB utilizou edição do Jornal Exemplo para promover propaganda política de Gaspar através da divulgação de uma pesquisa e com matérias contra a sua candidatura.
 
A distribuição do jornal na cidade, segundo Ganem, foi feita pelo candidato a vereador José Zumbini Junior (PP), proprietário da empresa J Zumbini Junior - Logística de Propaganda, juntamente com o material de campanha de Gaspar e Tomass. Nesse trecho da ação, ele também acusa o atual secretário de governo, Carlos Alberto Bargas, de ser responsável pelo depósito de R$ 30 mil referente a um possível pagamento desses jornais.
 
Além da cassação da candidatura dos eleitos Gaspar, Tomass e Pepo e da inelegibilidade de Bargas, Zumbini Junior e do pastor evangélico, o candidato do PV pede a quebra do sigilo telefônico de um número que supostamente foi usado por Bargas para negociar os jornais e a quebra do sigilo bancário da empresa AWR Editora e Publicidade Ltda, responsável por produzir o Jornal Exemplo.
 
O advogado Marcelo Pelegrini Barbosa, defensor de Gaspar, Tomass e Bargas, classificou as provas apresentadas por Ganem como "ilícitas". "As acusações são absolutamente descabidas. Para os três. As acusações são eivadas de provas ilícitas", afirmou Pelegrini. 
 
"É um direito dele. Primeiramente, eu me afastei da prefeitura em abril. Segundo, que no vídeo não aparece eu. Eu também tenho vídeos da turma do Bruno comprando votos. (...) É uma denúncia vazia e politiqueira. Nada mais que isso", afirmou Pepo. A reportagem não conseguiu contato com os demais citados.

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