sábado, 5 de novembro de 2016

No Uruguai, Dilma diz temer que retrocesso seja tendência

A ex-presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira em Montevidéu que teme que o retrocesso social que assola o Brasil após o "golpe" que a afastou do poder seja uma "tendência continental" que ameaça todas as conquistas dos governos populares. 

Fonte: Terra Notícias

 Durante uma passeata organizada pelo principal sindicato do Uruguai, o PIT-CNT, Dilma afirmou que, nos últimos 15 anos, a América Latina viveu um processo de "aumento dos benefícios dos trabalhadores e das populações mais pobres", diferente do que acontecia nos países desenvolvidos.

 Foto: Durante uma passeata organizada pelo principal sindicato do Uruguai, o PIT-CNT, Dilma afirmou que, nos últimos 15 anos, a América Latina viveu um processo de "aumento dos benefícios dos trabalhadores e das populações mais pobres", diferente do que acontecia nos países desenvolvidos. 

Durante uma passeata organizada pelo principal sindicato do Uruguai, o PIT-CNT, Dilma afirmou que, nos últimos 15 anos, a América Latina viveu um processo de "aumento dos benefícios dos trabalhadores e das populações mais pobres", diferente do que acontecia nos países desenvolvidos. 

Em sua opinião, esse processo se vê hoje em risco "em nome de um neoliberalismo baseado em interesses financeiros". 

"Vimos os governos populares serem atacados frontalmente do sul ao norte de nosso hemisfério. E vemos, no Brasil, uma tentativa de retroceder, de retornar ao passado, quando a imensa desigualdade, que ainda recai sobre nossos povos, era ainda maior", ponderou a ex-presidente. 

Dilma destacou o papel realizado nos últimos anos pelos governos de esquerda na América Latina na redução da pobreza e na promoção do acesso a "uma educação de qualidade", à saúde e à moradia própria, e ressaltou que foram essas políticas as que, em seu caso, a tiraram do poder com um "golpe parlamentar". 

"O golpe ocorreu por uma razão muito simples. No orçamento do Brasil não cabe a saúde da população, a educação ou sua expansão para todos. Era fundamental retirar-me do governo para estancar o sangramento", explicou. 

Entre aplausos da multidão, a ex-presidente salientou que "não é verdade que não há uma ameaça à democracia", mas as restrições a esta, que é "uma das maiores conquistas" regionais, se manifesta agora de maneira distinta que nas ditaduras. 

"A árvore da democracia está sendo atacada por fungos e parasitas que adentram as instituições e diminuem o direito das populações. Falo de medidas excepcionais dentro da democracia que corroem os direitos fundamentais conquistados em nosso continente", detalhou. 

Nesse sentido, Dilma insistiu na defesa da democracia no continente, que é "uma vitória de todos os povos latino-americanos". 

"A ação conjunta, o espaço regional partilhado e a economia regional ampliada formam os mais importantes elementos para a construção da autonomia e da soberania" das nações latino-americanas, concluiu. 

A ex-presidente participa hoje em Montevidéu de "uma jornada internacional em defesa da democracia e contra o neoliberalismo". 

Além disso, Dilma apresentará a conferência "Eu defendo a democracia", na sede da Frente Ampla, coalizão governamental uruguaia.






















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