quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Gagliasso presta queixa por ataques racistas à filha: "Vão pagar" 37


Bruno Gagliasso prestou queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, no Rio, nesta quarta-feira (16). O ator procurou a polícia depois que a sua filha, a pequena Titi, sofreu ofensas racistas através das redes sociais.

 

"Preconceito é crime. Vim aqui para falar do que aconteceu. Falei a verdade, e agora a polícia vai atrás. Racismo se combate com amor e justiça. Tenho 100% de certeza de que a polícia vai achar e [essas pessoas] vão pagar pelo que fizeram", disse, após o depoimento. "Não foi o primeiro caso, mas espero que seja o último, que esse caso sirva de exemplo e eu vou até o final", concluiu.

O ator afirmou ainda que tem provas de todas as ofensas, que aconteceram há cerca de uma semana. "Como ser humano, como pai, fico muito triste. Por isso estou aqui cobrando e pedindo justiça, para as pessoas aprenderem e para servir de exemplo para o mundo", afirmou Gagliasso, que chegou à delegacia acompanhado do advogado Michel Assef Filho e foi assediado por fãs na saída.

Segundo a delegada Daniela Terra, os criminosos, assim que identificados, responderão por injúria por preconceito, injúria qualificada e racismo. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos. Até o momento, a polícia tem dois perfis suspeitos.

"Esses criminosos serão identificados. Eles se utilizam da internet acreditando que estão passando despercebidos por estarem fazendo uso de rede social, mas não estão. Não adianta apagar o perfil, não adianta apagar o comentário, não adianta usar de subterfúgios para mascarar a conexão porque a Polícia Civil tem tecnologia suficiente para identificar esses criminosos que serão individualizados e punidos ao rigor da lei", afirmou.

Durante participação no "Domingão do Faustão", da Globo, Gagliasso se manifestou publicamente sobre o assunto.

No Instagram, Giovanna também publicou um post repudiando as ofensas a sua filha. "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar", ressaltou.

A ideia de adotar uma criança começou depois que Giovanna viajou ao Malaui para entregar mil peças de roupa confeccionadas por uma americana de 100 anos, que tinha o objetivo de ajudar meninas da África.

Giovanna conheceu a pequena Chissomo --apelidada carinhosamente de Titi--, se envolveu sentimentalmente e conseguiu convencer o marido a adotá-la. Em 1 ano e 5 meses, eles viajaram sete vezes para a África, com o objetivo de resolver os trâmites legais da adoção, concluída neste ano. O casal recebeu elogios pela atitude, mas também foi vítima de muitas críticas.

"Em relação ao preconceito, eu acho que a gente tem que ser intolerante, e eu fiz o que tinha que fazer, e fiz não só por mim, pela minha filha, foi por qualquer brasileiro, qualquer ser humano. Agora cabe à polícia cuidar disso. O combate ao preconceito deve ser de duas maneiras: com amor e justiça. E a minha filha é muita amada. Temos policiais bons que vão descobrir quem fez isso. Minha filha tem algo que esses caras não têm: amor", disse.


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