quarta-feira, 4 de julho de 2012

Missa de corpo presente marca despedida do padre Gilberto

Após a celebração, os fiéis seguiram em cortejo para o enterro, que foi realizado às 13h, no Cemitério Parque das Acácias, em Valinhos
Fonte: RAC
Cerca de 600 fiéis acompanharam a Missa de Corpo Presente do monsenhor Gilberto Edison Schneider, realizada nesta quarta-feira (4/7), na nova matriz da paróquia de Santa Maria, em Jaguariúna.
Celebrada pelo bispo da Diocese de Amparo, dom Carlos Pedro Cipolini, a missa foi marcada por emoção e muitas lágrimas. Para os católicos da cidade, a morte do monsenhor 'foi uma perda irreparável, por ter sido extremamente dedicado aos paroquianos' .

Após a missa, os fiéis seguiram em cortejo para o enterro, que foi realizado às 13h, no Cemitério Parque das Acácias, em Valinhos. Segundo Cipolini, era desejo do monsenhor ser enterrado em Valinhos - cidade onde foi pároco e tinha muitos amigos. Schneider morreu aos 72 anos, na terça-feira (3/7), em decorrência de um enfarte fulminante.

A morte foi uma surpresa para a maioria das pessoas que tinham contato diário com o monsenhor. 'Ele tinha problema da asma e semana passada, estava ruim. Mas era uma doença que ele estava acostumado a conviver. No final de semana, ele estava ótimo. Foi uma surpresa', disse a secretária do pároco por seis anos, Ana de Assumpção Santos.

Durante a sua homília, o padre Charles Franco Peron - que irá assumir interinamente a paróquia do monsenhor - disse que havia almoçado com o padre no dia de sua morte. 'Ele estava animado, alegre e bem humorado como sempre. Demos bastante risadas durante o almoço. E ele quis brindar a comunhão dos padres e pela nossa amizade. E depois, por volta das 15h ele sentiu-se mal e, sozinho, foi ao hospital', relatou.

Ao chegar na recepção do hospital de Jaguariúna, o monsenhor desmaiou. Os médicos não conseguiram reanimá-lo. O bispo Cipolini disse que o monsenhor tem uma irmã, que mora no Rio Grande do Sul, e que não pôde viajar pela idade avançada. O rito da encomendação, que faz parte do ritual de exéquias, foi conduzido pelo bispo emérito da Diocese de Amparo, dom Francisco José Zugliani. O caixão foi benzido com água benta e após a oração da Ave Maria, Zugliani proferiu algumas palavras para encerrar a cerimônia. 'Pedimos aos céus que o monsenhor Gilberto interceda para a nossa paróquia na casa do Senhor, já que ele era um entusiasta e dedicado aos seus paroquianos' .

Após a missa, os fiéis puderam dar o último adeus ao monsenhor. 'O padre Gilberto era realmente um bom pastor. Eu saía de suas missas inspirados com as suas palavras. É uma perda irreparável. Ele era um homem sensato, equilibrado, justo e transmitia muita paz' , disse o ex-vice-prefeito Dimas Lúcio Pires (PTB). O atual vice-prefeito Israel Pereira (PT), que também é ministro da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, também lamentou a morte do monsenhor. 'Ele era um grande teólogo. Ele preparava cada missa como se fosse a primeira. E ele não tinha repertório, a cada missa, uma nova mensagem' , comentou.

Quem convivia com o monsenhor comentava sobre os seus hábitos. Schneider acordava ainda de madrugada e orava o breviário e tomava o seu chimarrão - o monsenhor era gaúcho, de Porto Alegre. Diariamente às 7h, celebrava a missa na Igreja Matriz Centenária de Jaguariúna; à noite seguia um cronograma das missas nas capelas das comunidades da cidade e aos finais de semana, celebrava a missa na nova matriz da Paróquia Santa Maria.
O monsenhor dedicou 30 anos de sua vida ao sacerdócio. Pertencia à Paróquia de Santa Maria há 8 anos. Antes, passou pela Igreja de São Sebastião, em Valinhos; de Santa Izabel, no distrito de Barão Geraldo e em Mogi Mirim. Atuou também como vigário geral na cúria, em Amparo.

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